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Ações dos CTT disparam quase 5% para máximos de mais de um ano

A empresa liderada por João Bento valorizou 4,76%, o que representa um máximo desde dezembro de 2018. Neste início do ano, as ações dos CTT ganharam quase 7%.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 09 de Janeiro de 2020 às 15:40
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As ações dos CTT-Correios de Portugal valorizaram um máximo de 4,76% para os 3,388 euros por ação, na sessão desta quinta-feira, dia 9 de janeiro, o que representa um máximo desde dezembro de 2018. 

Até ao momento, foram negociadas 940.135 ações no dia de hoje, um número muito acima do volume de negociação médio diário dos últimos seis meses de 625.629 ações. 

"Não me parece existir uma razão concreta para isso estar a acontecer hoje. Os CTT desvalorizaram bastante em 2019, mas foram ganhando força ultimamente. Temos assistido a uma diminuição das posições curtas, o que tem dado força à cotada", diz Steven Santos, gestor do BiG.

Paulo Rosa, "trader" da Go Bulling, do Banco Carregosa, diz também que "o título tem ganho força nas últimas semanas, à boleia também da redução de posições curtas por parte de 'hedge funds'", acrescentando que hoje "estamos a assistir à lei do mercado a funcionar, com uma procura muito acima do comum". 

No início desta semana, o fundo Connor Clark & Lunn reduziu a posição curta no capital dos CTT em 8,4% e tem agora 1,64 milhões de ações a descoberto, o que equivale a 1,03% do capital dos correios. Apesar disso o "hedge fund" Blackrock Inv Management UK, tem aumentado a sua participação nos CTT e já tem uma posição "short" de 2,24%.

 

Estes fundos são os únicos com posições curtas no capital dos CTT, que equivale a 5 milhões de ações, ou 3,33% do capital. O número deste tipo de posição tem-se reduzido nos últimos meses. No final de agosto, eram sete os "hedge funds" com participações a descoberto na empresa, equivalentes a 5,7% do capital.

 

Em novembro, a posição curta nos CTT tocou no nível mais reduzido desde 2017, representando pouco mais de 2% do capital.

 

A recuperação dos resultados e a descida das posições curtas contribuíram de forma determinante para a subida das ações nos últimos meses. Desde os mínimos históricos fixados em 15 de agosto (1,761 euros), as ações já subiram 87,15%.

Steven Santos aponta também a "uma nota de ‘research’ do BBVA sobre os CTT, com os analistas a manterem a recomendação inalterada em ‘market perform’", como um dos possíveis catalisadores para esta subida. "O preço-alvo ficou inalterado mas o aumento da cobertura trouxe maior visibilidade para a empresa", diz o gestor do BiG. 




 

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