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Populismo em Portugal? Para já, não

Em Portugal, parece não haver terreno propício para que a semente do populismo dê fruto. Esta é a conclusão de um estudo de dois investigadores do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa. Marco Lisi e Enrico Borghetto analisaram os manifestos eleitorais dos maiores partidos com assento parlamentar durante duas décadas. Segundo os académicos, foi à esquerda que houve uma tentativa de ir por essa via, em 2011, quando o país vivia num turbilhão económico e social. Depois, BE e PCP arrepiaram caminho.

Miguel Baltazar
16 de Março de 2019 às 11:00
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Na Europa, há cada vez mais casos de líderes populistas que estão a chegar ao poder, mas em Portugal parece não haver "ambiente" para que esse tipo de discurso caia em terra fértil. Foi esta aparente imunidade ao populismo, que já mereceu a designação de "oásis de estabilidade" num artigo do site Politico em 2016, que suscitou o interesse de dois investigadores italianos. Até que ponto o sistema partidário português permaneceu imune ao discurso populista adotado por um número crescente de forças políticas na Europa nas últimas duas décadas? Esta foi a base de partida do estudo publicado na revista "South European Society and Politics", intitulado "Populism, blame shifting and the crisis: discourse strategies in Portuguese political parties", da autoria de Marco Lisi e Enrico Borghetto, investigadores do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa.

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