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92% das empresas já estão de portas abertas: restauração é o setor que mais recupera

Na segunda metade de maio, o INE e o Banco de Portugal registaram uma melhoria da situação das empresas: mais portas abertas, menos redução do volume de negócios e mais trabalhadores ao serviço. Setor da restauração e alojamento é o que mais recupera.

Luís Vieira
Susana Paula susanapaula@negocios.pt 02 de Junho de 2020 às 11:45
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O levantamento das medidas de contenção está a fazer com que mais empresas voltem a funcionar: são agora 92% as empresas de portas abertas, acima das 90% na quinzena anterior. 

O INE e o Banco de Portugal (BdP) têm divulgado, quinzenalmente, os dados de um inquérito sobre o impacto da covid-19 nas empresas. Nos dados divulgados nesta terça-feira, 2 de junho, concluem que o desconfinamento está a refletir-se numa "melhoria ligeira da situação das empresas na segunda quinzena de maio". 

Comparando com os inquéritos realizados em abril, quando vigorava o estado de emergência, a melhoria é mais notória, dado que, na altura, a percentagem de empresas em funcionamento era de 83%. 

Segundo os dados divulgados pelo INE e Banco de Portugal (BdP) nesta terça-feira, 2 de junho, as empresas do alojamento e restauração são as que mais recuperam, sendo que são agora 58% as empresas deste setor que estão de portas abertas, contra 45% na quinzena anterior. 

Ainda assim, a maioria das empresas continua a reportar um impacto negativo no volume de negócios. Mas menos do que há quinze dias: são agora 73% as empresas que dizem ter perdido receita, contra 77% na quinzena anterior.

No período de Estado de Emergência, eram 80% as empresas que reportavam quebras no volume de negócios. 

E o setor do alojamento e restauração continua a registar a maior proporção com reduções no volume de negócios, com 90% das empresas com quedas de receita. Também neste setor são agora menos as empresas com quebra no volume de negócios do que há quinze dias (quando era 97%). 

Menos empresas com redução de trabalhadores ao serviço

Na segunda quinzena de maio, foram também menos as empresas que assinalaram reduções do pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar: 45% reportou reduções, contra 50% na quinzena anterior. Em abril, durante o estado de emergência, chegaram a ser 59% de empresas a reportar um impacto negativo no pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar face à situação expectável sem pandemia. 

As empresas do alojamento e restauração continuaram a destacar-se, com 72% a referirem um impacto negativo no pessoal ao serviço. Mas esta percentagem era de 82% na quinzena anterior, o que demonstra uma recuperação do emprego no setor.  O alojamento e restauração foi o setor onde se registou a maior percentagem de empresas com aumento no pessoal ao serviço (26%), "na maioria dos casos devido à redução do número de pessoas em layoff", explica o INE.
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