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Torrestir vai contratar mais 200 pessoas e investir 45 milhões

A empresa de transporte de mercadorias e logística, que emprega mais de duas mil pessoas, não só não recorreu ao layoff como pretende contratar mais duas centenas, ainda este ano, e renovar a sua frota, construir uma nova sede e uma plataforma logística em Braga.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 03 de Junho de 2020 às 10:03
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O grupo bracarense Torrestir, que fechou o último ano com uma faturação de 220 milhões e emprega mais de duas mil pessoas, tem trabalhado em contínuo nestes tempos de pandemia, posicionando-se na linha da frente de combate à covid-19 para evitar disrupções de abastecimento dos bens essenciais, tendo até reforçado a sua capacidade de distribuição de bens alimentares e produtos farmacêuticos.

 

Resposta da Torrestir à pandemia: vai contratar mais duas centenas de pessoas, ainda este ano, e investir 45 milhões de euros na renovação da sua frota, na construção de uma nova sede e de uma plataforma logística em Vilaça, Braga.

 

As novidades foram reveladas aquando da recente visita à sede da empresa dos secretários de Estado do Planeamento e das Infraestruturas - José Gomes Mendes e Jorge Delgado, respetivamente, e que contou ainda com a presença do presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio.

 

Nesta fase de pandemia, a Torrestir Distribuição estendeu os seus serviços, passando a fazer entregas ao domicílio, onde se verifica uma necessidade acrescida de entregas de produtos essenciais, enquanto a sua subsidiária Torrespharma faz entregas diárias nas farmácias, hospitais e clínicas, bem como entregas ao domicílio.

"Tivemos de adquirir alguma frota nova para fazer a distribuição de bens alimentares. Criámos parcerias com pequenos agricultores e pequenas fábricas de queijo, enchidos, que apostaram na preparação e venda de cabazes, para além de estarmos a fazer também a distribuição de medicamentos porta-a-porta. Tivemos de contratar espaço em aviões na China, para trazer material médico e máscaras", relatou o presidente da Torrestir, Fernando Torres, na reunião de trabalho com os governantes.

 

"Trabalhámos noite e dia, o que não é fácil, para conseguirmos chegar a tempo. Reservávamos os voos - hoje era um preço, amanhã já era outro. E tudo era pago adiantado. Não foi fácil, mas nós já estamos habituados às pressões, fazemos a distribuição no nosso país em 24 horas, fazemos em Espanha - parte em 24 horas e a outra parte em 48 horas -, fazemos a Europa em 48 horas. Já estamos habituados às pressões", afirmou.

 

Mais: "Temos uma frota nova, não colocámos ninguém em layoff, mantemos o pessoal todo, pagamos os nossos impostos, não nos atrasámos em relação a ninguém e temos tudo em dia. E isso é um prazer muito grande para nós", rematou o empresário.

O secretário de Estado do Planeamento elogiou a Torrestir: "Visitámos uma das empresas mais importantes do município e da região, e no seu setor uma das mais importantes empresas portuguesas. No período em que nos habituámos a elogiar, e bem, aqueles que cuidaram da nossa saúde, eu na minha galeria dos heróis tenho também as empresas de logística e transportes", disse José Gomes Mendes sobre a empresa que está sediada precisamente na sua terra natal.

 

 

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