Conjuntura Atividade económica trava em novembro e atinge mínimo de 2013

Atividade económica trava em novembro e atinge mínimo de 2013

Entre setembro e novembro, a atividade económica medida pelo INE travou para um mínimo de dezembro de 2013.
Atividade económica trava em novembro e atinge mínimo de 2013
Mariline Alves
Tiago Varzim 20 de janeiro de 2020 às 11:31

O indicador de atividade económica do Instituto Nacional de Estatística (INE), uma medida do pulso da economia portuguesa, em novembro do ano passado aumentou 1,5% em termos homólogos, o que representa o valor mais baixo desde dezembro de 2013 (1,5%), de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, 20 de janeiro. 

"O indicador de atividade económica diminuiu em novembro, à semelhança do mês anterior", revela o gabinete de estatísticas, que reviu os números em baixa face ao destaque anterior que apontava para uma estabilização deste indicador em outubro. Com três meses de travagem, a taxa de variação foi baixando gradualmente até atingir os 1,5%, como mostra o gráfico. 

Este indicador congrega várias fontes como os índices de produção industrial e do comércio, consumo de energia, vendas de carros, dados do mercado de trabalho, entre outros. 

Os números mostram que a travagem deve-se à diminuição da atividade económica na indústria e à desaceleração na construção. "A informação proveniente dos Indicadores de Curto Prazo (ICP), disponível até novembro, aponta para uma diminuição na indústria, bem como uma aceleração em termos nominais nos serviços e uma desaceleração em termos reais na construção", lê-se no destaque do INE. 

Na ótica do consumo, tanto o consumo privado como o investimento travaram. No caso do consumo privado, foi o menor contributo positivo do consumo não duradouro a determinar esse desempenho.

Já no investimento foi o contributo negativo mais intenso do material de transporte (carros) e o contributo positivo "menos expressivo" das máquinas e equipamentos e da construção. O indicador do investimento atingiu em novembro um mínimo do início de 2016, altura em que registou variações negativas.

Por outro lado, as exportações de bens aceleraram em novembro, crescendo mais do que as importações. Contudo, é de recordar que há um efeito da base de comparação nos combustíveis que beneficiou a variação percentual este ano.

Apesar da deterioração do indicador da atividade económica, o indicador de clima económico, o qual reflete as opiniões dos empresários, estabilizou em dezembro pelo terceiro mês consecutivo.




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