Conjuntura Governo italiano quer cortar impostos às empresas para combater recessão

Governo italiano quer cortar impostos às empresas para combater recessão

O primeiro-ministro transalpino Conte confirmou que o executivo italiano quer aprovar esta quinta-feira um pacote de estímulo ao crescimento económico. Uma das medidas em cima da mesa é o corte de IRC sobre lucros reinvestidos.
Governo italiano quer cortar impostos às empresas para combater recessão
David Santiago 04 de abril de 2019 às 14:22

Itália prepara-se para assumir oficialmente que a economia transalpina, atualmente em recessão técnica, deverá crescer apenas 0,1% em 2019, muito abaixo dos 1% previstos pelo executivo liderado por Giuseppe Conte. Como tal, o governo italiano quer aprovar já esta quinta-feira, 4 de abril, um pacote de estímulos económicos que permita obter um "crescimento robusto".

A expressão foi utilizada pelo próprio primeiro-ministro italiano que garante que o executivo de aliança entre a Liga de Matteo Salvini e o 5 Estrelas de Luigi Di Maio está "muito unido" na intenção de criar para a uma "rápida recuperação" económica.

Citado pelo La Stampa, Conte disse que no conselho de ministros de hoje deverão ficar fechadas as medidas para impulsionar a economia, sobretudo voltadas para "o apoio às empresas, aos trabalhadores e à atividade industrial".

Já de acordo com o jornal Il Sole 24 Ore, entre as medidas consideradas está a redução progressiva do IRC, com uma diminuição inicial de 24% para 22,5% no ano em curso, além de cortes aplicados ao imposto pago por empresas que reinvistam os respetivos lucros.

Também está previsto o aumento de 40% para 50% da dedutibilidade do Imu (imposto municipal previsto no sistema tributário transalpino que incide sobre a componente imobiliária do patromónio) em 2019 e para 80% no triénio 2020-2022.

O essencial deste pacote de estímulos terá ficado fechado depois de esta quarta-feira terem sido ultrapassadas as tensões entre o ministério das Finanças, tutelado por Giovanni Tria, e o ministério do Desenvolvimento Económico, liderado por Di Maio.

Só a 10 de abril, quando for aprovado o Programa de Estabilidade que ao abrigo das regras comunitárias Roma tem de enviar para a Comissão Europeia, é que o executivo transalpino vai rever em baixa as projeções de crescimento do PIB para apenas 0,1% em 2019. A Comissão prevê uma expansão de 0,2%.

Este número é tido como certo desde que na semana passada foi noticiado, com base num documento de trabalho do governo revelado pela imprensa, que o governo que apostou tudo num orçamento expansionista, provocando um inédito chumbo de Bruxelas à proposta de orçamento enviada para Bruxelas, reconhece agora que as metas traçadas vão ficar longe de ser atingidas.




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