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Inflação na zona euro sobe para 4,9% em novembro. Portugal tem segunda taxa mais baixa

Taxa de inflação entre os países da moeda única atingiu um novo máximo histórico desde a criação do euro. Em comparação com o mês anterior, a inflação avançou 0,8 pontos percentuais. Malta, Portugal e França foram os países com taxas mais baixas.

Confiança dos consumidores do Reino Unido regista maior subida em 18 anos
Joana Almeida JoanaAlmeida@negocios.pt 17 de Dezembro de 2021 às 10:17
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A taxa de inflação homóloga na zona euro subiu para 4,9% em novembro, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat. O índice de preços ao consumidor na região atingiu um novo máximo histórico desde a criação do euro, tendo aumentado 0,8 pontos percentuais face ao mês anterior.

Os dados do Eurostat confirmam que a taxa de inflação homóloga ficou acima dos 2% em todos os Estados-membros, em novembro. As taxas de inflação mais baixas foram registadas em Malta (2,4%), Portugal (2,6%) e França (3,4%). Já os maiores aumentos foram registados na Lituânia (9,3%), Estónia (8,6%) e Hungria (7,5%).

No conjunto de países da União Europeia, a inflação homóloga superou a barreira dos 5%, tendo-se fixando em novembro nos 5,2%. Os dados revelam ainda que a taxa de inflação aumentou em 26 dos Estados-membros e apenas um – a República Checa – manteve a taxa estável em comparação com o mês de outubro.

Quer na UE como na zona euro, a inflação atingiu em novembro o valor mais alto desde o início da série, em 1997.

A justificar a subida da inflação para valores recorde estão os preços da energia, cuja taxa de inflação aumentou de 23,7% para 27,5%. A contribuir para esta subida estiveram também os serviços, cujos preços aumentaram 1,16 pontos percentuais, seguidos pelos bens industriais não energéticos (+0,64 p.p.) e alimentação, álcool e tabaco (+0,49 p.p.), indica o Eurostat.

Um dia antes da divulgação destes dados, o Banco Central Europeu (BCE) reviu as projeções de inflação para 2,6% este ano, devido sobretudo ao aumento dos preços da energia e da inflação subjacente, cujas projeções foram também revistas em alta. Sem contar com a energia, a projeção aponta para uma subida de 1,4% este ano.


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