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PSD acusa Governo de propor “estagnação de salários”, Costa responde com "espiral inflacionista"

Nas contas do PSD, o acordo de rendimentos propõe apenas uma estagnação de salários. O primeiro-ministro disse recusar demagogia. "Devemos apoiar as famílias e as empresas, recusando alimentar espiral inflacionista", defendeu António Costa.

Susana Paula susanapaula@negocios.pt 29 de Setembro de 2022 às 16:34
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O líder parlamentar do PSD acusou o Governo de propor uma estagnação de salários até 2026 no acordo de rendimentos, com o primeiro-ministro a responder com o receio de uma "espiral inflacionista".


No debate de atualidade que decorre nesta quinta-feira, 29 de setembro, no Parlamento, Joaquim Miranda Sarmento trouxe a proposta de acordo de rendimentos que o Governo apresentou ontem aos parceiros sociais.


"O que propõe ao setor privado é um aumento nominal em linha com o aumento da inflação acumulado até 2026. É uma estagnação de salários", acusou o deputado social-democrata. Recorde–se que, ontem, o executivo apresentou uma proposta de acordo de rendimentos que mantém como objetivo alinhar o peso dos salários da economia com a média da UE (aumentando-o para 48,3% do PIB) até 2026. 


Para chegar a este objetivo, o Governo quer um um aumento anual médio dos salários de 4,8% entre 2023 e 2026, o que implica uma subida em 20% do rendimento médio por trabalhar no final da legislatura face ao corrente ano. 


Só que, nas contas do PSD, esses ganhos vão servir apenas para compensar a inflação. É que, explicou Joaquim Miranda Sarmento, somando a estimativa do Governo de inflação para este ano (7,4%), a prevista pelo Conselho das Finanças Públicas para 2023 (5,1%) e a de 2% para cada um dos próximos três anos, "o aumento acumulado dos preços é de cerca de 20%".


"Na melhor das hipóteses, o Governo está a oferecer uma estagnação de salários", insistiu o líder parlamentar do PSD. "Então na Administração Pública, haverá perda de poder de compra", atirou.


Depois de uma atualização de 0,9% este ano, o primeiro-ministro apontou, até aqui, apenas um referencial de 2%, tendo em conta a produtividade e o objetivo de aumentar o peso dos salários no produto. A Administração Pública ficou de fora do Acordo de Rendimentos, mas os salários do Estado contam para o peso agregado na economia - e têm perdido importância, o que puxa a meta para baixo, como escreveu o Negócios.

Na resposta ao deputado, o primeiro-ministro pediu que se "evitem demagogias". "Devemos apoiar as famílias, as empresas (...), recusando alimentar uma espiral inflacionista", frisou António Costa.

 

O chefe de Governo disse depois que os dados mostram níveis históricos de investimento e os "rendimentos a resistir a esta situação", de inflação galopante. "Aquilo que se deve ter é muita atenção a apoiar as empresas e as famílias com o máximo de cautela", sublinhou António Costa.


(Notícia atualizada com mais informação às 16:39) 

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