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Governo impõe restrições à circulação entre 1 e 3 de maio como na Páscoa

O primeiro-ministro anunciou que no fim de semana prolongado entre 1 e 3 de maio serão impostas as mesmas restrições adicionais à circulação que vigoraram durante o período da Páscoa.

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David Santiago dsantiago@negocios.pt 24 de Abril de 2020 às 13:22
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As regras mais apertadas à circulação que vigoraram durante a última Páscoa vão voltar a vigorar ao longo do fim de semana prolongado entre 1 e 3 de maio, anunciou o primeiro-ministro ao final da manhã desta sexta-feira, no final de um encontro com os representantes do setor do comércio e serviços. 

"O Governo irá decretar para o próximo fim de semana, que é prolongado (1 a 3 de maio), a mesma norma que adotámos para o período da Páscoa e, portanto, com proibição de deslocações inter-concelhias de forma a limitar muito a margem de circulação", revelou António Costa precisando que nesses três dias vão vigorar as "mesmas regras" decretadas para o período pascal. 

O chefe do Governo quis, porém, frisar a ideia de que será preciso manter os esforços de "contenção e isolamento" durante um largo período, até porque "mesmo para lá do estado de emergência não vamos viver a vida normalmente". Costa reiterou que não haverá normalidade "até haver vacina", pelo que "vamos ter de continuar todos a viver mais separados uns dos outros".

Aquando da primeira prorrogação do estado de emergência, o Governo proibiu as deslocações para fora do concelho de residência entre 9 e 13 de abril, tendo sido previstas exceções que desta feita deverão voltar a verificar-se.

Apesar de o estado de emergência terminar às 24:00 do próximo dia 2 de maio, e de haver uma expectativa generalizada que não haverá um terceiro prolongamento do período de exceção devido à forma como se tem conseguido conter a pandemia, o Executivo acabará por manter restrições adicionais à circulação de pessoas pelo menos um dia para lá da vigência do estado de emergência.

António Costa justifica tal decisão com a necessidade de manter a "disciplina e o esforço" até aqui demonstrados para não deitar a perder tudo aquilo que já foi conquistado na luta contra o coronavírus. E notou ainda que "independentemente do estado de emergência, há um conjunto de outros instrumentos legais" que possibilitam que sejam mantidas as "normas de confinamento, restrição à circulação e de encerramento de determinados estabelecimentos". 

Sobre tais mecanismos, o líder do PS recordou um conjunto de medidas fortemente restritivas que foram decretadas pelo Governo antes ainda de ter sido decretado o primeiro estado de emergência da democracia portuguesa, tais como o encerramento das escolas ou a cerca sanitária imposta em torno do concelho de Ovar. 

"Mesmo que acabe o estado de emergência não voltamos à normalidade (...) A melhor lei que existe é a nossa própria consciência", resumiu. 

(Notícia atualizada)
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