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Vacina da Pfizer mostra taxa de eficácia de 95% no derradeiro teste

A vacina anti-coronavírus elaborada pela farmacêutica mostrou 95% de eficácia na prevenção da covid-19, acima do teste preliminar. Agora, irá avançar com o pedido de emergência para a sua aprovação junto dos reguladores nos EUA.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 18 de Novembro de 2020 às 11:51
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A vacina que a norte-americana Pfizer desenvolveu com a germânica BioNTech mostrou uma taxa de sucesso de 95%, no seu último teste à sua eficácia na prevenção do coronavírus, acaba de anunciar a farmacêutica dos Estados Unidos. 

A empresa revelou ainda ter já registado os dados de segurança necessários para submeter o pedido de aprovação junto da Food and Drug Administration - a entidade reguladora -, pelo que vai avançar com uma requisição de emergência para a sua aprovação, nos próximos dias.

"Os resultados dos testes marcam um importante passo nesta histórica jornada de oito meses para apresentar uma vacina capaz de ajudar a acabar com esta pandemia devastadora", diz Albert Bourla, CEO da Pfizer no comunicado. Acrescenta que "continuamos a avançar à velocidade da ciência para compilar todos os dados adquiridos até agora e partilhá-los com os reguladores em todo o mundo".

Ugur Sahin, CEO da BioNTech, realça que o sucesso alcançado "destacam a importância do RNA, como uma nova classe de antídotos". Esta vacina foi desenhada com uma base no RNA - ácido ribonucleico, que resulta da transcrição de uma sequência do material genético – usando partes inativas do vírus para estimular a imunidade dos corpos.

É a primeira vez na história que uma vacina fabricada através desta metodologia tem autorização por parte dos reguladores, caso venha a acontecer.


A farmacêutica norte-americana, parceira da BioNTech, mostra que a sua vacina é eficaz em pessoas de todas as idades e etnias, sem comprometer a sua segurança nos testes que foram realizados a uma amostra de cerca de 44 mil participantes. 

A nova taxa de eficácia é superior aos 90% registados aquando dos testes preliminares, na semana passada, e supera ligeiramente os 94,5% de sucesso demonstrado pela vacina da congénere Moderna. Nos próximos dias, espera-se que sejam também divulgados os resultados sobre a vacina da britânica AstraZeneca e da Universidade de Oxford.

A eficácia da vacina da Pfizer-BioNTech em pessoas com mais de 65 anos é de 94%, realça a farmacêutica, mostrando que apenas 3,7% da amostra total revelou fadiga após a segunda dose - quando foi necessário -, mas a empresa nota que foi o único efeito secundário registado.

Após o novo anúncio, as ações da Pfizer subiram 2,7% na pré-abertura da sessão desta quarta-feira em Wall Street, enquanto que a BioNTech disparou mais de 7%. 
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