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A seguir ao Natal, escolas só abrem a 10 de janeiro

As férias de Natal vão ser prolongadas até 10 de janeiro, uma medida anunciada esta quinta-feira pelo primeiro-ministro. A 1 de dezembro o país entra de novo em estado de calamidade.

António Pedro Santos
Filomena Lança filomenalanca@negocios.pt 25 de Novembro de 2021 às 17:42
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Ao contrário do que estava previsto, a seguir às férias de Natal os alunos não regressarão às aulas a 3 de janeiro: o calendário escolar vai ser alterado e o regresso acontecerá apenas a 10 de janeiro, anunciou esta quinta-feira o primeiro-ministro. Estes cinco dias a menos de aulas serão compensados com menos dois dias nas férias de Carnaval e menos três dias na interrupção da Páscoa. 

António Costa falava na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros em que foram decididas as novas medidas de prevenção da covid-19. A ideia, explicou, "é que depois de um período de intenso contacto e convívio familiar, se evite o cruzamento de pessoas com outros grupos familiares ou em ambiente escolar". 


A medida agora anunciada aplicar-se-á a todos os graus de ensino, no público e no privado, bem como a "atividades de ATL e congeneres", disse o primeiro-ministro. Quanto às universidades, o calendário letivo já não prevê atividades letivas neste período, concretizou.


Questionado sobre se haverá apoios para os pais que tenham de ficar em casa com os filhos, Costa respondeu apenas que "é algo que está a ser equacionado pelo Ministério do Trabalho e Segurança Social". Ainda assim, fez questão de lembrar que estes dias serão depois compensados com menos dias de férias no Carnaval e na Páscoa.

"Devemos evitar ter um janeiro de 2022 que se possa assemelhar ao trágico janeiro do ano passado", sublinhou António Costa. Assim, esta "será uma semana de contenção, apelando a todos que limitem os contactos fora do seu elemento familiar", pelo que, além das escolas não abrirem, nesses dias será também obrigatório o teletrabalho nos casos em que o mesmo seja possível, e bares e discotecas permanecerão fechados, "com os devidos apoios", disse o primeiro-ministro. 

António Costa salientou que estamos hoje muito melhor do que há um ano, mas também que a situação está a piorar, com um aumento do número de novos casos. 

O primeiro-ministro fez duas recomendações gerais: sempre que possível devemos fazer auto-testes, por exemplo antes de nos juntarmos às nossas famílias no Natal, para assegurar os que nos são mais queridos. Por outro lado, o teletrabalho é recomendável sempre que possível. 

Há também medidas de reforço da testagem e de uso obrigatório do certificado digital.

(notícia atualizada com mais informação)

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