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CEO do Deutsche Bank: “Taxas de juro negativas arruínam o sistema financeiro”

O líder do banco alemão, Christian Sewing, alertou que mais estímulos monetários por parte do Banco Central Europeu iriam causar grandes danos na região.

Deutsche Bank
Bloomberg
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 04 de Setembro de 2019 às 13:34
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Em vésperas de uma nova reunião do Banco Central Europeu, onde se espera que o seu presidente Mario Draghi avance com um grande pacote de estímulos para a economia do bloco, o CEO do Deutsche Bank, Christian Sewing, juntou-se a uma lista de outros banqueiros europeus que se opõem a tais medidas.

"A longo prazo, as taxas de juro negativas arruínam o sistema financeiro", disse Sewing, à Bloomberg, acrescentando que avançar com mais estímulos monetários vai causar "graves efeitos colaterais", numa região que vive num cenário de taxas de juro negativas há meia década.

Alguns economistas consideram que outro corte na taxa de juro diretora nesta altura poderia ajudar a economia e esta também parece ser a opinião geral dos membros do banco central. No entanto, não é consensual.

Jens Weidmann, presidente do Bundesbank, também se mostrou contra a necessidade de cortes nas taxas de juro ou de programas de "quantitative easing".  O líder do banco central alemão afastou a necessidade de uma reação "às cegas" e um suporte imediato do BCE. 

O BCE tem reunião marcada na próxima semana, dia 12 de setembro, e a expectativa sobre a decisão de Mario Draghi é grande.

Ontem, a Reuters adiantou que o banco central da região vai mesmo lançar um pacote de estímulos extraordinário, que prevê um corte da taxa de juro dos depósitos, a manutenção dos juros em mínimos e uma compensação aos bancos pelos danos que as taxas de juro negativas estão a causar.

Hoje, Christine Lagarde, a nomeada para suceder a Draghi na liderança do Banco Central Europeu (BCE), disse não ter dúvidas de que, "sem a inovação" do banco central com a introdução de medidas não convencionais, "a crise teria sido bem pior". Contudo, também não se pode "sobrecarregar" a política monetária e, por isso, pede que a política orçamental esteja preparada para tempos piores. 

 

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