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"Racionamento de gás é inevitável" na Alemanha, alerta Commerzbank

Quando começou a guerra na Ucrânia, o abastecimento russo correspondia a 55% do total das importações de gás que a Alemanha recebia, um valor que no final de junho baixou para 26%.

Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt 03 de Agosto de 2022 às 13:05
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A economia alemã pode entrar numa "grave recessão" se a Rússia cortar o abastecimento de gás, alerta o Commerzbank, citado pelo Financial Times (FT). O banco alemão explica que caso tal aconteça poderá mesmo desencadear uma crise económica semelhante "à que ocorreu após a crise financeira de 2009".

Os economistas da instituição financeira germânica vão mais longe e acrescentam que o racionamento de gás é um cenário que "provavelmente é inevitável".

Porém, desde o início da guerra os fluxos de gás enviados através do gasoduto Nord Stream 1 caíram para cerca de um quinto da capacidade da infraestrutura, alimentando o medo de que o Kremlin possa cortar totalmente o gás enviado à Alemanha.

Caso tal aconteça, o Commerzbank estima a economia alemã possa contrair 2,7% já este ano e 1,1% em 2023. Aliás, em julho o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou a sua previsão para o crescimento do PIB germânico para 1,2% em 2022 e 0,8% no próximo ano.

O Commerzbank explica que o impacto desta escassez se espalharia rapidamente pela economia alemã, uma vez que o gás natural não é apenas uma fonte crucial de energia, mas também é uma matéria-prima essencial para outros setores, como a produção de produtos químicos e plásticos.

Os bancos alemães estão particularmente expostos à escalada dos preços do gás desencadeada pelo corte parcial no abastecimento de gás russo à Europa. Antes da invasão russa à Ucrânia, a Alemanha importava 55% de gás natural da Rússia.

No passado mês de fevereiro, quando começou a nova campanha militar da Rússia contra a Ucrânia, o abastecimento russo correspondia a 55% do total das importações de gás que a Alemanha recebia, um valor que no final de junho baixou para 26%.

Ainda assim, o Ministério da Economia do Governo do Chanceler Olaf Scholz  mantém o objetivo de conseguir até ao dia 1 de novembro o armazenamento de 95% dos depósitos para garantir segurança energética durante o próximo inverno.

Atualmente, os depósitos alemães encontram-se com 64,4% da capacidade, de acordo com o governo.

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