CGTP é recebida mas não participa na reunião sobre lei laboral

A CGTP foi recebida no ministério do Trabalho (MTSSS), mas não participou da reunião com a ministra do Trabalho, os patrões e a UGT. Tiago Oliveira fala em "inconstitucionalidades" e diz que vai discutir "novas formas de luta".
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Foto: Miguel A. Lopes / Lusa Reunião sobre lei laboral Foto: Miguel A. Lopes / Lusa Manifestação contra alterações à lei laboral Foto: Miguel A. Lopes / Lusa Manifestação contra alterações à lei laboral Foto: Miguel A. Lopes / Lusa Reunião sobre lei laboral Foto: Miguel A. Lopes / Lusa Reunião sobre lei laboral
Catarina Almeida Pereira 16:06

Tiago Oliveira, líder da CGTP, foi dos primeiros a chegar ao Ministério do Trabalho e, depois de alguns minutos numa sala de espera – onde foi cumprimentado por Armindo Monteiro, presidente da Confederação Empresarial (CIP) – acabou por ser acompanhado pelo chefe de gabinete da ministra aos pisos superiores do edifício da Praça de Londres, em Lisboa.

Contudo, a delegação da CGTP não participou na reunião entre a ministra, as confederações patronais e a UGT, que ainda decorre, sobre as alterações ao Código do Trabalho. O chefe de gabinete da ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, acompanhado de um assessor do secretário de Estado do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, “ouviu” e terá mostrado disponibilidade para um encontro “em momento posterior”, segundo disse aos jornalistas fonte oficial do gabinete da ministra.

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O encontro, recorde-se, foi anunciado pelo primeiro-ministro, na sequência do apelo do Presidente da República, com o objetivo voltar a juntar a ministra do Trabalho, os líderes da UGT e as quatro confederações patronais, . Na sexta-feira, a CGTP anunciou em comunicado que .

À saída, perante as dezenas de dirigentes da CGTP que também se deslocaram à Praça de Londres, Tiago Oliveira considerou que o episódio “demonstra o perfil e o caráter” do Governo, que considerou por diversas vezes “antidemocrático”.

“Temos dito que queremos ouvir o que eles têm para dizer. Queremos perceber aquilo que estão a construir. Mas queremos que percebam de facto as propostas de quem trabalha” e não “discutir as propostas de quem manda trabalhar”, disse o secretário-geral da CGTP, ao microfone e em cima de um palco.

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Este processo está todo ele minado de desrespeito, de inconstitucionalidades, mas também ele é um processo completamente antidemocrático” sustentou, comparando a situação a uma outra em que o Governo queria discutir o Orçamento do Estado mas “apenas com os que vão pôr o visto” nas propostas.

A Comissão Nacional da CGTP reúne-se na quarta-feira para discutir "a continuação da luta", disse Tiago Oliveira, sem explicar que iniciativas estarão em cima da mesa. 

 

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