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Tribunal Constitucional pede para ser ouvido com urgência no âmbito do OE 2026

Audiência será marcada para a próxima semana, sem que deputados saibam qual é o motivo. Uma das hipóteses, admitem, é a autonomia orçamental do Tribunal Constitucional.

Tribunal Constitucional pediu para ser ouvido no âmbito do OE 2026.
Tribunal Constitucional pediu para ser ouvido no âmbito do OE 2026. Miguel Baltazar
07 de Novembro de 2025 às 18:51

O Tribunal Constitucional (TC) pediu, nesta sexta-feira, para ser ouvido com "caráter de urgência no âmbito da proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2026", e será ouvido na próxima semana, indicou aos grupos parlamentares o presidente da comissão parlamentar de Finanças e Orçamento.  Uma das hipóteses, admite fonte parlamentar, será a falta de autonomia orçamental dos juízes do Palácio Ratton.

O tema foi lançado esta sexta-feira, durante a audição do ministro das Finanças, pelo Chega. O deputado Eduardo Teixeira disse que o TC pediu uma audiência com urgência para "expressar preocupações sobre o OE 2026" e quis saber se o ministro das Finanças foi contactado por José João Abrantes.  

Segundo uma mensagem do presidente da comissão parlamentar de Finanças, a que o Negócios teve acesso, o "presidente do Tribunal Constitucional solicita uma audiência no âmbito da apreciação do OE2026", embora não sejam referidas as preocupações sobre o documento. O PS e o Chega deram já luz verde à audiência, "fora do calendário do OE", na próxima quinta-feira, pelas 15:00.

Ao Negócios, fonte do PSD diz que, de facto, a audiência foi pedida no âmbito do OE, não sendo conhecido o conteúdo do assunto que o Tribunal Constitucional quer ser tratado. Outra fonte parlamentar, por sua vez, admite que pode estar em causa uma "falta de autonomia orçamental" da entidade.

Mais tarde, na resposta, o ministro Joaquim Miranda Sarmento disse que desconhece quais são os motivos do pedido de audiência do presidente do Tribunal Constitucional, mas adiantou: "Chegou-me um pedido de reforço [orçamental], como chega muitas vezes, que avaliaremos ao longo da execução orçamental".

O governante disse que não sabe o motivo sobre o pedido de audiência, mas salvaguardou que não tem como saber, já que isso cai na esfera do Parlamento. 

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