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Siza Vieira "extremamente preocupado com o crescimento do desemprego"

O ministro da Economia admite estar muito preocupado com a possibilidade do desemprego vir a aumentar nos próximos meses. Siza Vieira defende ainda que não se deve estimular mercado laboral através de empregos precários.

O ministro da Economia não quis ontem falar aos jornalistas.
Tiago Petinga/EPA
Vicente Lourenço vicentelourenco@negocios.pt 06 de Novembro de 2020 às 19:15
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O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital admitiu estar "extremamente preocupado com o crescimento do desemprego" em Portugal. A declaração foi feita numa resposta ao Bloco de Esquerda, que confrontou o governante com a possibilidade de os números do desemprego do Instituto Nacional de Estatística (INE) virem a aumentar, dado que algumas pessoas que antes não eram contabilizadas como sendo desempregadas vão entrar agora para as estatísticas. 

Em causa está o critério utilizado pelo INE para cacular a taxa de desemprego, que deixa de fora quem não tenha feito diligências ativas para encontrar emprego, bem como quem não apresenta disponibilidade para iniciar a atividade laboral no curto prazo. Acontece que, por causa das restrições impostas para combater a pandemia, como o confinamento, várias pessoas foram excluídas das estatísticas de desemprego por não conseguirem cumprir o critério. 

Com o aliviar de algumas medidas, como aconteceu durante o verão, é expectável que muitas pessoas que estavam a "escapar" à definição de desempregados do INE passem a engordar a estatística, fazendo aumentar a taxa de desemprego. De facto, os últimos dados trimestrais do INE apontam para um aumento de 45,1% do desemprego no terceiro trimestre deste ano.

Pedro Siza Vieira aproveitou ainda o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2021 para deixar claro que o Governo quer estimular o emprego de uma forma diferente da que aconteceu "na crise passada". O ministro da Economia considera que a criação de postos de trabalho não deve ser feita à custa dos empregos precários, uma vez que são "os primeiros a desaparecer quando se recupera da crise".
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