IAPMEI alarga prazo para submeter novo pedido de pagamento das agendas mobilizadoras
Entidade liderada por José Pulido Valente decidiu alargar o prazo de submissão dos pedidos de pagamento devido à tempestade Kristin. Mau tempo provocou "perturbações significativas" nas comunicações e acesso a sistemas digitais em várias regiões do país, atrasando ou mesmo impossibilitando a entrega atempada.
O IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação anunciou esta sexta-feira que, devido à tempestade Kristin, vai ser alargado o prazo para as agendas mobilizadoras e verdes submetem o próximo pedido de pagamento no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A decisão surge depois de a tempestade Kristin ter provocado "perturbações significativas" em várias zonas do país, o que terá comprometido a entrega atempada dos pedidos de pagamento das agendas do PRR.
Em comunicado, o IAPMEI explica que, "face aos constrangimentos registados nos últimos dias em várias regiões do país resultantes da tempestade Kristin", decidiu dar mais tempo às empresas e outras entidades que integram os consórcios das agendas mobilizadoras e verdes para apresentarem os seus pedidos de pagamento, depois de a tempestade, que passou por Portugal na quarta-feira e afetou com especial severidade a região Centro, ter provocado "perturbações significativas nas comunicações e no acesso a sistemas digitais".
Assim, em vez de terminar esta sexta-feira às 23h50, a submissão dos pedidos de pagamento pode ser feita até ao dia 7 de fevereiro às 23h59.
"Esta decisão tem igualmente em consideração os impactos sentidos pelas pessoas e pelas organizações, nomeadamente as dificuldades acrescidas no exercício das suas atividades em condições de normalidade", refere o IAPMEI. A tempestade Kristin deixou um rasto de destruição e fez, pelo menos, cinco mortos, além de vários feridos e desalojados. Várias empresas estão sem condições para abrir portas e há pessoas ainda sem acesso a comunicações.
A entidade liderada por José Pulido Valente informa ainda que vai continuar a monitorizar a situação e "garantir as condições necessárias para que todos os beneficiários possam concluir os seus processos de forma regular".
O Governo decretou o estado de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até ao dia 1 de fevereiro em cerca de 60 municípios. O estado de calamidade "reconhece a necessidade de adotar medidas de caráter excecional destinadas a prevenir, reagir ou repor a normalidade das condições de vida nas áreas atingidas pelos seus efeitos". Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
Esta quinta-feira, em visita aos territórios mais afetados, o primeiro-ministro afirmou que o Governo está também a trabalhar para salvaguardar a execução de projetos ligados ao PRR, que foram diretamente afetados pela tempestade e que fizeram muitas obras dar "um passo atrás". "Estamos no maior ano de execução do PRR. Estamos a trabalhar para salvaguardar que não se perderão esses investimentos", afirmou Luís Montenegro.
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