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Brasil perde 623.520 postos de trabalho de Janeiro a Julho

O Brasil perdeu 623.520 postos de trabalho de Janeiro a Julho deste ano, o pior resultado entre contratações e demissões para este período desde o início da série histórica, em 2002, segundo dados divulgados na quinta-feira.

Brasília manifestações brasil
Brasília manifestações brasil Ricardo Moraes/Reuters
26 de Agosto de 2016 às 07:37

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados mostram que em Julho o saldo entre contratações e demissões foi de "94.724 postos de trabalho, o equivalente ao declínio de 0,24%" em relação a Junho", lê-se numa nota do Ministério do Trabalho, que compara também com o número de vagas de emprego perdidas em Julho do ano passado (157.905).

Em Julho, foram registadas 1.168.011 contratações e 1.262.735 demissões.

No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo de postos fechados foi de "1.706.459 postos de trabalho, representando uma variação negativa de 4,18%, na comparação com os 12 meses anteriores", segundo a nota do Ministério.

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, entende que a desaceleração demonstra uma recuperação gradual da economia.

"Estamos a perder menos vagas e a tendência para os próximos meses é que essa desaceleração continue e possamos gerar vagas no segundo semestre", disse.

Enquanto a agricultura e a administração pública foram sectores com resultados positivos na criação de emprego, as áreas de serviços, construção civil, comércio e indústria de transformação tiveram mais perdas do que ganhos em termos de criação de postos de trabalho formais.

O Brasil enfrenta uma longa recessão e um aumento de desemprego, que atinge actualmente 11,6 milhões de pessoas.

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