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Banca iraniana proibida de utilizar criptomoedas

O Banco Central do Irão proibiu a banca do país de utilizar criptomoedas devido a preocupações com potenciais usos ilegais que possam ser dados a estas moedas digitais.

Ripple, Bitcoin, Etherum, Litecoin
Reuters
Raquel Murgeira raquelmurgeira@negocios.pt 23 de Abril de 2018 às 18:19
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O Banco Central do Irão proibiu os bancos do país de lidarem com criptomoedas devido a receiosde que possam ser utilizadas de forma ilegal, segundo a BBC News.

As moedas digitais "tornaram-se num meio de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo" e "um meio para transferir o dinheiro dos criminosos", sustentou a autoridade monetária do país.

A decisão surge depois de, em Fevereiro, o ministro iraniano das Tecnologias da informação e das Comunicações, Mohammad-Javad Azari Jahromi, anunciar um plano para desenvolver a própria moeda digital do Irão. 

A ideia foi apoiada pela autoridade de segurança cibernética do país caso as criptomoedas fossem devidamente regulamentadas. Mas o Banco Central do Irão não concordou com o plano, alegando que as "flutuações selvagens" das criptomoedas e os "esquemas em pirâmide" tornaram o mercado das moedas digitais "pouco fiável e arriscado".

No início de Abril, o Banco Central da Índia comunicou uma proibição idêntica na venda e compra das criptomoedas.

Também este mês foi divulgado o pior primeiro trimestre da história da bitcoin. A moeda digital perdeu mais de 119 mil milhões de dólares (96,6 mil milhões de euros) em valor de mercado entre Janeiro e Março de 2018.

Além da bitcoin, também a ethereum registou o seu pior desempenho de sempre no primeiro trimestre, ainda que tenha sido a ripple a moeda digital que mais caiu, de acordo com a CNBC.

Isto num momento em que grandes empresas tecnológicas, como o Facebook, Google e Twitter, proíbem a publicidade relacionada com criptomoedas com o intuito de proteger os investidores contra fraudes.

 

 

 

 

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