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Kamala Harris dá gás à recolha de fundos de Biden: 26 milhões em 24 horas

A campanha presidencial de Joe Biden angariou 26 milhões de dólares nas 24 horas posteriores a ter sido anunciado que a senadora Kamala Harris vai integrar o "ticket" democrata. Na primeira intervenção conjunta, Biden e Harris acusaram Donald Trump de ter deixado os Estados Unidos "em frangalhos".

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 13 de Agosto de 2020 às 13:46
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A escolha da senadora californiana como candidata democrata a vice-presidente dos Estados Unidos pelo candidato presidencial democrata já está a surtir efeitos benéficos para a campanha de Joe Biden.

Nas 24 horas posteriores ao anúncio do nome de Kamala Harris, feito ainda na terça-feira, a campanha presidencial de Biden arrecadou 26 milhões de dólares. Na primeira primeira hora após o anúncio, o dinheiro angariado bateu o recorde das contribuições até agora registadas pela a campanha chefiada pelo antigo senador do Delaware, segundo contou um elemento da equipa ao Politico.

O valor foi revelado na noite desta quarta-feira durante a primeira ação de campanha conjunta da dupla democrata que tentará travar a reeleição do "ticket" republicano constituído pelo presidente Donald Trump e pelo vice Mike Pence.

Antes ainda de Joe Biden ter escolhido a senadora da Califórnia para número dois, Kamala Harris havia já angariado 30 milhões de euros para a campanha do antigo vice-presidente de Barack Obama durante o processo de verificação dos potenciais candidatos.

A imprensa norte-americana aponta como um dos principais contributos de Harris para a campanha democrata a capacidade de mobilização e angariação de fundos. Isso mesmo é tão mais importante já que, no final de julho, a campanha de Trump tinha recolhido mais 30 milhões de dólares de apoios do que a equipa de Biden.

Biden-Harris acusam Trump de deixar país "em frangalhos"
Uma escola na cidade de Wilmington, estado do Delaware, acolheu a primeira ação de campanha da dupla democrata que vai concorrer às presidenciais de 3 de novembro.

Contrastando com a prática mantida até há poucas semanas por Donald Trump, Joe Biden e Kamala Harris surgiram no palco usando máscara.

Os dois acusaram Trump de deixar o país "em frangalhos" pela forma como falhou na gestão da crise pandémica e consequentes efeitos económicos e sociais. Biden atacou ainda Trump devido à sua "retórica racista" que apenas contribuiu para dividir ainda mais um país que ficou ainda mais polarizado desde o caso relativo ao assassinato de George Floyd pela polícia.

"A escolha que fizermos em novembro será uma decisão que vai decidir o futuro da América por muito, muito tempo", avisou Biden que, sobre os ataques feitos pelo atual presidente americano à opção pela antiga procuradora-geral da Califórnia, questionou se "alguém fica surpreendido que Donald Trump tenha um problema com uma mulher forte, ou com mulheres fortes".

Já Kamala Haris disse estar "pronta para trabalhar" e defendeu que a América está órfã de "liderança" pois é presidida por alguém que "se preocupa mais consigo próprio do que com as pessoas que o elegeram".

"[Trump] herdou o mais longo período de expansão económica da histórica de Barack Obama e Joe Biden, E depois, tal como tudo o que herdou, atirou tudo abaixo", atirou a senadora.

Ao escolher Kamala Harris, Biden, que lidera as sondagens, apostou no reforço da dimensão moderada da candidatura presidencial que encabeça e assegurou para a campanha a presença de alguém forte no debate e argumentação e com importante presença nas redes sociais, características que permitem complementar o perfil do ex-vice-presidente.
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