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Obama aparece junto a Biden e ajuda-o a angariar 11 milhões

Na primeira ação conjunta de campanha para angariação de fundos, esta terça-feira, Barack Obama ajudou o seu antigo número dois na Casa Branca e candidato presidencial democrata a arrecadar 11 milhões de euros. Foi a ação de maior sucesso na campanha de Joe Biden.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 24 de Junho de 2020 às 13:15
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Barack Obama e Joe Biden estiveram pela primeira vez juntos, na noite desta terça-feira, para uma ação de campanha destinada a angariar fundos e que permitiu ao candidato presidencial do Partido Democrata arrecadar acima de 11 milhões de dólares.

De acordo com os números avançados pela campanha de Biden à imprensa norte-americana, este evento virtual permitiu arrecadar 7,6 milhões de dólares junto de 175 contribuidores populares, a que se somam 3,4 milhões de dólares granjeados numa ação privada com doadores ricos.

Este foi assim o evento singular de maior sucesso da campanha até aqui levada a cabo pelo antigo número dois da Casa Branca. Esta ação segue-se ainda ao melhor mês de Biden em termos de captação de dinheiro para a campanha às eleições presidenciais de 3 de novembro.

Ao longo de maio, a campanha do antigo senador democrata arrecadou 80,8 milhões de dólares, conseguindo superar, pela primeira vez, o volume de dinheiro arrecadado pela equipa que tenta conduzir Donald Trump à reeleição.

A equipa que trabalha com Barack Obama fez questão de transmitir que esta aparição marca apenas o início do ressurgimento político do antecessor de Trump, que assim se mostra comprometido em continuar a apoiar o seu número dois a chegar à Casa Branca.

"Não há ninguém em que confie mais ser capaz de curar este país e recolocá-lo no caminho certo do que o meu querido amigo  Joe Biden", afirmou Obama na ação virtual.

Depois de há poucas semanas ter violado o princípio segundo o qual os ex-presidentes não criticam os presidentes em funções, tecendo duras críticas à forma como Trump geriu a pandemia, Obama avisa agora os democratas contra "complacências" que permitam ao atual presidente permanecer em funções.

Obama lembrou a eleição de 2016 para defender ser preciso aprender com as lições do passado e dar a eleição por garantida, isto apesar dos estudos de opinião favoráveis a Biden. Na opinião de Obama, observa-se um "grande despertar" da comunidade jovem norte-americana, que exige reformas, nomeadamente para superar o racismo estrutural em que o país há muito vive mergulhado.

No entanto, a onda de indignação que surgiu na sequência do assassinato de George Floyd não basta por si só para garantir uma mudança política e de políticas na presidência dos Estados Unidos. "Apenas porque esta energia está lá fora, isso não assegura a nossa vitória e não quer dizer que venha a ser canalizada de forma a que resulte efetivamente numa mudança", defendeu Obama.

O ex-presidente anunciou publicamente o seu apoio à candidatura do seu antigo número dois no passado mês de abril. 

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