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"Nacionalismo da Ucrânia é uma infeção". Rússia reconhece independência de Donetsk e Luhansk

Numa declaração ao país, momentos antes de assinar o decreto em que reconhece as regiões separatistas do leste ucraniano como independentes, Vladimir Putin referiu que a Ucrânia não é só um país vizinho, mas "parte" da história russa, e que o nacionalismo ucraniano é uma "infeção" criada pela revolução russa de 1917.

Sputnik
Joana Almeida JoanaAlmeida@negocios.pt 21 de Fevereiro de 2022 às 19:31
O presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu esta segunda-feira a independência das autoproclamadas repúblicas separativas de Donetsk e Luhansk. Para o líder russo, a Ucrânia não é só um país vizinho, mas "parte" da história russa, e o nacionalismo ucraniano é uma "infeção" criada pela revolução bolchevique de 1917.

Numa declaração ao país, minutos antes de assinar um decreto em que reconhece as regiões separatistas do leste da Ucrânia como independentes, Vladimir Putin referiu que "repúblicas soviéticas não tinham direitos de soberania na prática" e que, mesmo depois de a Ucrânia ter proclamado independência, a Rússia continou a apoiar financeiramente os ucranianos.

"Radicais e nacionalistas ucranianos dizem ter conseguido a independência, mas isso não é verdade", afirmou, notando que, mesmo quando a URSS se desintegrou na década de 1990, os ucranianos conseguiram "obter o máximo possível da Rússia", apesar de já não fazerem parte da Rússia.

Sublinhando que "durante séculos" os ucranianos definiram-se "como russos e ortodoxos", Vladimir Putin recordou as ligações históricas que unem os dois países e referiu que a "dita escolha pró-Ocidente" de muitos ucranianos "não é para criar melhores condições para as pessoas, mas para dificultar a situação geopolítica da Rússia".

Vladimir Putin classificou ainda o antigo líder bolchevique Lenine como "criador da Ucrânia moderna" e lamentou que, no país, tenham sido derrubadas estátuas construídas em memória do impulsionador da revolução russa que levou à criação da URSS. 

A decisão final de Vladimir Putin de reconhecer a independência de Donetsk e Luhansk (que poderão passar a ser uma espécie de Estados-fantoche da Rússia) já tinha sido comunicada por Vladimir Putin ao presidente francês, Emmanuel Macron, e do chanceler alemão, Olaf Scholz.

Para que essa independência desses territórios seja oficializada, deve ser reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU).

(em atualização)
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