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Bancos centrais voltam a vender reservas de ouro dez anos depois

Os bancos centrais voltaram a vender toneladas e toneladas das suas reservas de ouro, aproveitando os elevados preços da matéria-prima no mercado. Uzbequistão e Turquia entre os maiores vendedores.

O metal amarelo tem brilhado mais do que nunca, numa altura em que os inves    tidores procuram um refúgio para os seus ativos, num contexto de maior risco no plano económico e geopolítico.
Leonhard Foeger/Reuters
Negócios jng@negocios.pt 29 de Outubro de 2020 às 10:56
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Os bancos centrais voltaram a tornar-se vendedores das suas reservas de ouro, pela primeira vez em dez anos, aproveitando os preços elevados que o metal precioso está a registar. No terceiro trimestre deste ano, venderam 12,1 toneladas de lingotes de ouro, de acordo com a World Gold Council (WGC).

As vendas foram lideradas pelo Uzbequistão e pela Turquia, enquanto que o banco central da Rússia registou também a primeira venda nos últimos 13 anos. Os bancos centrais de Turquia e Uzbequistão venderam 22,3 toneladas e 34,9 toneladas de ouro, respetivamente. 

"Não é surpreendente que, nas circunstâncias atuais, os bancos possam olhar para as suas reservas de ouro", disse Louise Street, analista-chefe no World Gold Council, em declarações citadas pela Bloomberg. Acrescenta que "praticamente todas as vendas são feitas por bancos que compram de fontes domésticas aproveitando o alto preço do ouro".

Durante o terceiro trimestre, o ouro subiu para máximos históricos, mesmo que a procura por este metal tenha caído 19% em termos homólogos, segundo o WGC, devido à queda na procura pelas lojas e joalharias. Ainda assim, esta queda foi compensada pelo interesse dos investidores, que subiu 21%.

Hoje, o ouro - considerado um ativo de refúgio, que tende a beneficiar com uma maior turbulência no mercado de ações - segue hoje a valorizar 0,09% para os 1.879,01 dólares por onça, recuperando do mínimo de cerca de um mês atingido ontem.

Na semana passada, o metal precioso foi afetado pelas greves registadas pelos trabalhadores nas maiores minas do Chile.

Agora, o medo de um novo confinamento total em algumas das maiores economias da Europa, está a levar os investidores a procurarem outras alternativas mais seguras.
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