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Lagarde indica "várias subidas nas taxas de juro". Membros do BCE já falam em aumento de 75 pontos em outubro

"O nosso objetivo prioritário é reduzir a inflação", frisou Christine Lagarde esta quarta-feira. "Se não o conseguirmos fazer a economia irá sofrer ainda mais", sublinhou a presidente do BCE.

A autoridade monetária liderada por Christine Lagarde deverá anunciar esta quinta-feira a segunda subida consecutiva das taxas de juro do euro.
Wolfgang Rattay/Reuters
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 28 de Setembro de 2022 às 11:19
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O Banco Central Europeu (BCE) vai continuar a subir as taxas diretoras na Zona Euro nas próximas reuniões, disse esta quarta-feira Christine Lagarde num evento em Frankfurt.

A presidente do BCE foi clara: "Faremos o que temos de fazer, que é continuar a subir as taxas de juro nas próximas reuniões". O BCE irá aumentar as taxas até um nível neutral, que não estimule nem restrinja o crescimento económico, acrescentou.

"O nosso objetivo primário não é reduzir o crescimento, não é colocar as pessoas no desemprego, não é criar uma recessão. O nosso objetivo prioritário é a estabilidade dos preços e temos de o conseguir fazer", afirmou a líder do BCE. "Se não o conseguirmos, isso irá penalizar a economia muito mais do que se o fizermos", acrescentou.

Tal como a Reserva Federal norte-americana (Fed), a meta do BCE é que a inflação se situe nos 2%, mas os analistas estimam que a inflação no bloco da moeda única atinja em setembro um novo máximo de 9,7%. A primeira estimativa rápida será conhecida na próxima sexta-feira.

Subidas de 75 pontos base ganham força

Esta quarta-feira, o governador do Banco Central da Eslováquia e membro do BCE, Peter Kazimir, disse, em conferência de imprensa, que "uma subida de 75 pontos base é uma forte possibilidade para a próxima reunião para manter o ritmo de aperto da política monetária". "Mas ainda temos de aguardar por novos dados", ressalvou.

"Temos de ser vigorosos, até mesmo implacáveis, apesar do risco de uma recessão", acrescentou.

Também o finlandês Olli Rehn, considerado moderado, admitiu a possibilidade de uma subida de 75 pontos base. "Há argumentos para uma nova significativa subida das taxas, seja de 75 ou de 50 pontos base", disse o governador do Banco da Finlândia à Reuters.

Ganha assim força a convicção de que o BCE, que iniciou a política monetária mais dura mais tarde do que a Fed ou o Banco de Inglaterra, se prepara para duas subidas de 75 pontos base até ao final do ano, colocando a taxa diretora nos 2%.
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