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CDS quer caso no Ministério Público se ficar provado que Constâncio mentiu

"As pessoas não podem vir mentir às comissões de inquérito", defendeu a deputada centrista Cecília Meireles. A vice-presidente da bancada do CDS considera que, se ficar provado quer Constâncio mentiu, o caso deve ser entregue ao Ministério Público porque "tem contornos criminais".

Miguel Baltazar
Lusa 07 de Junho de 2019 às 12:47
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O CDS-PP defendeu hoje que, caso se comprove que o antigo governador do Banco de Portugal mentiu à Comissão parlamentar de inquérito sobre a Caixa, o caso deve ser entregue ao Ministério Público porque "tem contornos criminais".

 

"As pessoas não podem vir mentir às comissões de inquérito", defendeu a vice-presidente do partido e da bancada Cecília Meireles, em declarações aos jornalistas no parlamento.

 

Tal como PSD, BE e PCP, o CDS considera que Constâncio deve ser novamente ouvido pelo parlamento e deve ser exigido o acesso às atas do Banco de Portugal para se analisar a veracidade do seu primeiro depoimento.

 

"Caso se comprove que mentiu, deve enviar-se imediatamente para o Ministério Público, porque o caso tem contornos criminais", afirmou, acrescentando que "quase todas as contas" que os portugueses andam hoje a pagar relativas aos bancos "têm a sua raiz na supervisão Vítor Constâncio".

 

PSD, BE e PCP anunciaram hoje que vão pedir uma nova audição de Vítor Constâncio na comissão de inquérito sobre a Caixa, depois de notícias que contrariam o seu depoimento sobre a concessão de crédito a José Berardo em 2007.

 

O jornal Público noticia hoje que Vítor Constâncio omitiu do parlamento que, em 2007, quando era governador do Banco de Portugal (BdP) autorizou o investidor José Berardo a levantar 350 milhões da Caixa Geral de Depósitos (CGD) para comprar ações do BCP.

 

De acordo com o Público, esta omissão coloca em causa o depoimento de 28 de março, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à gestão da CGD, ocasião em que o ex-vice-presidente do Banco Central Europeu disse que o BdP não podia saber que a CGD ia financiar Berardo, antes de o crédito ser dado.

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