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Costa: desconfinamento em maio e junho e medidas levantadas de 15 em 15 dias

A reabertura da economia será feita gradualmente, com as medidas a serem levantadas a cada duas semanas, revelou o primeiro-ministro que aponta maio e junho como os meses de desconfinamento.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 22 de Abril de 2020 às 16:06
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Até aqui o "lema" do Governo na gestão da pandemia assenta no princípio da "máxima contenção com a mínima perturbação" e, a partir do próximo mês, a prioridade vai passar "a ser reanimar a economia sem deixar descontrolar a pandemia", afirmou António Costa durante o debate quinzenal desta quarta-feira, no Parlamento. 

Nesse sentido, o primeiro-ministro sinaliza que a reabertura da economia terá de acontecer de "forma gradual, com uma cadência de 15 em 15 dias tendo em conta o período de sintomatização das contaminações", sendo que maio e junho serão "meses para o progressivo desconfinamento". 

Ou seja, as medidas de contenção da pandemia terão de ser levantadas de forma "progressiva, setor a setor, atividade a atividade, evitando aglomerações em determinados pontos e locais". Entre outros aspetos, isso exigirá uma "gestão muito crítica da rede de transportes públicos", avisou.

No entanto, o também secretário-geral do PS fez questão de voltar a salientar que "o desconfinamento não vai significar, por muito e longo tempo, voltar à normalidade que tínhamos antes de fevereiro", sendo certo que essa normalidade não chegará seguramente antes de haver uma vacina. 

O primeiro-ministro respondeu assim à questão colocada pelo deputado e secretário-geral adjunto socialista. José Luís Carneiro questionou Costa sobre "como é que o Governo está a pensar libertar a nossa economia".

Na segunda-feira, António Costa havia já alertado que "até haver uma vacina não vamos retornar a vida normal" e que não haverá normalidade na vida social e económica antes do verão do próximo ano.

PSD pede calendário, Costa diz que para a semana
Depois foi a vez de o deputado do PSD, Ricardo Baptista Leite, pedir ao primeiro-ministro que apresente um "programa" para essa regresso gradual à normalidade, pedindo ao Governo especial atenção para com os idosos que estão nos lares sem poder receber visitas". "Para dar esperança a estas pessoas, qual é o programa do Governo para que estas pessoas nos lares possam sentir que não foram abandonadas", disse o deputado social-democrata. 

António Costa respondeu ser preciso ter cautela com qualquer tipo de calendarização, porém adiantou que o Governo tem estado em conversações com os setores mais atingidos pela paragem económica (AHRESP e turismo) e que esse diálogo vai continuar nos próximos dias, incluindo parceiros sociais e partidos, de modo a que seja possível, no final da próxima semana, apresentar aos portugueses uma calendarização do desconfinamento. 

Seja como for, Costa avisa desde já que será necessário que "todos" estejam preparados para a eventual possibilidade de ser preciso "recuar" na normalização em função daquilo que for a evolução da pandemia. 


(Notícia atualizada)
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