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Ida de Rio para Bruxelas adia por uma semana anúncio de ministros-sombra

A primeira participação de Rui Rio numa cimeira do PPE levou ao adiamento da Comissão Política e, por conseguinte, ao protelamento do anúncio dos ministros-sombra do PSD. O Negócios apurou que os nomes já estão escolhidos e a trabalhar nas medidas a apresentar.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 21 de Março de 2018 às 19:16
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Ainda não será esta semana que será conhecida a composição da equipa que vai preparar o programa eleitoral do PSD. O Negócios sabe que os nomes já foram escolhidos e estão a trabalhar com o coordenador do novo Conselho Estratégico, David Justino, mas a ida do presidente social-democrata para Bruxelas levou ao adiamento do anúncio.

Rui Rio partiu esta quarta-feira, 21 de Março, para Bruxelas, onde marcará pela primeira vez presença, enquanto líder do PSD, na cimeira do Partido Popular Europeu (PPE). A agenda europeia de Rio provocou o adiamento da reunião, inicialmente prevista para hoje, da Comissão Política Nacional, em que se seria aprovada a estrutura do novo Conselho Estratégico, tal como o Negócios avançou há duas semanas.

Tendo em conta que as reuniões da direcção do PSD decorrem por norma à quarta-feira (de duas em duas semanas), o encontro da Comissão Política foi adiado para o próximo dia 28 de Março. Só depois é que serão conhecidos os nomes dos coordenadores e dos porta-vozes que terão a missão, em conjunto com David Justino, que é também vice-presidente social-democrata, de preparar as propostas com que o partido se vai apresentar às legislativas de 2019.

O Conselho Estratégico anunciado por Rio vai ficar dividido em 16 áreas temáticas, cada uma das quais com um coordenador e um porta-voz, funções que em alguns casos poderão ser desempenhadas pela mesma pessoa. Não será, porém, o caso das Finanças Públicas, que terá alguém designado para cada uma das funções.

Medidas para o país e não para aparecer na comunicação social

Fonte da direcção do PSD ouvida pelo Negócios rebate as críticas feitas à ausência de propostas concretas para o País, garantindo que o objectivo de Rio passa por fazer uma oposição capaz de contribuir para a resolução de problemas e "não para aparecer na comunicação social".

Depois das polémicas em torno de algumas das escolhas de Rui Rio para a direcção social-democrata, designadamente Salvador Malheiro, Elina Fraga e Barreiras Duarte, e perante as críticas à ausência de propostas, como foi o caso do ex-presidente do partido, Marques Mendes, esta fonte afiança que o PSD já está a trabalhar com os futuros coordenadores e porta-vozes para delinear um "conjunto uniforme e coerente de medidas".


O objectivo da equipa escolhida por Rio "não é anunciar 200 medidas" mas um pacote articulado de propostas com "impacto" ao nível financeiro. Apesar de já existirem medidas em cima da mesa, estas estão ainda a ser discutidas com o elenco escolhido para o Conselho Estratégico, sendo que o anúncio das propostas será feito de forma faseada mas não isoladamente. 

A Comissão Política da próxima semana terá também de ratificar José Silvano como novo secretário-geral "laranja". O para já secretário-geral interino terá depois de ser votado pelo Conselho Nacional que decorre já em Abril, um órgão onde a lista conjunta de Rio com Santana Lopes não dispõe de maioria absoluta. 

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