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"NÃO FELICITE" Putin: foi esta a recomendação que Trump ignorou. E de nada serviram as maiúsculas

O presidente norte-americano, Donald Trump, felicitou o seu homólogo russo, Vladimir Putin, por ter vencido as eleições de domingo e garantido um quarto mandato como presidente do país. Mas os conselheiros da Casa Branca não queriam.

Se os últimos dias de Obama foram marcados por uma crescente tensão com Moscovo, os primeiros de Trump vieram confirmar o desejo de uma aproximação. Um dos primeiros telefonemas oficiais, no final de Janeiro, foi para o Kremlin. A conversa com Putin versou sobre o combate ao terrorismo. A proximidade tem suscitado polémica, que remonta ao período da campanha. O primeiro director, Paul Manafort, demitiu-se após a notícia de ligações a Moscovo. Os contactos com a Rússia provocaram a queda do conselheiro de Segurança Nacional, Michael Flynn, e no domingo surgiram notícias que envolvem outras figuras próximas do Presidente. Na Europa, teme-se que Trump ponha fim, unilateralmente, às sanções decretadas após o apoio militar da Rússia aos rebeldes  na Ucrânia.
reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 21 de Março de 2018 às 21:38
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Donald Trump deu os parabéns a Vladimir Putin pela sua esmagadora vitória nas eleições presidenciais de domingo, que lhe garantiram mais seis anos à frente dos destinos da Rússia. O presidente dos EUA foi assim contra uma recomendação expressa feita pelos seus conselheiros: "DO NOT CONGRATULATE" – assim mesmo, em maiúsculas. Mas de nada serviu.

 

Perante acesas críticas feitas hoje, tanto por democratas como por republicanos, o chefe da Casa Branca veio defender-se, dizendo que felicitou Putin porque quer a ajuda do presidente russo na resolução de crises como a da Coreia do Norte e Síria, refere a Reuters.

Um confidente de Trump, que pediu anonimato, disse à agência noticiosa que o presidente dos EUA ficou irritado com esta fuga de informação. Já um responsável da Casa Branca adiantou que John Kelly, chefe do staff de Trump, ficou "frustrado e profundamente decepcionado" com a decisão do presidente. 

Na opinião de Donald Trump, Putin pode ajudar a resolver os actuais problemas com a Coreia do Norte, Síria, Ucrânia, ISIS e Irão.

Este será o quarto mandato de Putin, que terá as rédeas do país até 2024 [desde 2012 que os mandatos presidenciais passaram a ser de seis anos, contra quatro anteriormente], altura em que terá 71 anos.

 

Putin integrou o governo de Boris Ieltsin em 1996 e rapidamente ascendeu, tendo-se tornado presidente interino a 31 de Dezembro de 1999, quando Ieltsin se demitiu. Venceu então as eleições presidenciais de 2000.

 

Desde então, manteve-se sempre no poder e assume agora o quarto mandato como presidente. Pelo meio, entre 2008 e 2012, foi primeiro-ministro.

 

A vitória de Putin, contra mais sete candidatos, vai estender o seu tempo total no poder a cerca de um quarto de século. Só o ditador soviético Josef Estaline esteve mais tempo no poder, recordava a Reuters no passado domingo.

 

Putin prometeu usar este mandato para reforçar as defesas da Rússia contra o Ocidente e para elevar os padrões de vida no país. "O sucesso espera por nós", declarou Putin aos seus apoiantes.

 

Nestas eleições estavam elegíveis a votar 107,3 milhões de pessoas, com 97.000 locais de voto distribuídos por todo o país.

Os resultados eram já esperados, uma vez que Putin recolhia cerca de 70% das intenções de voto. O favoritismo de Putin tornou-se mais evidente quando o líder da oposição, Alexey Navalny, foi impedido de concorrer a estas eleições.

Tem, contudo, havido informações de que os resultados foram viciados. Há mesmo fotojornalistas que dizem ter fotografado eleitores russos a votarem mais do que uma vez.



(notícia actualizada às 23:16)

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