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Portugal passa para estado de alerta. Veja o que muda a partir de 1 de outubro

Com quase 85% da população vacinada, o primeiro-ministro considera que “há condições” para avançar para a terceira e última fase de levantamento das restrições. País deixa estado de contingência e entra em estado de alerta.

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Joana Almeida JoanaAlmeida@negocios.pt 23 de Setembro de 2021 às 20:39
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O Governo anunciou esta quinta-feira que o país vai avançar para a terceira e última fase de levantamento das restrições devido à covid-19. O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo primeiro-ministro, António Costa, e surge numa altura em que Portugal se aproxima de ter 85% da população vacinada. Mas o alívio das restrições só vai entrar em vigor no próximo dia 1 de outubro.

“De acordo com as previsões da ‘task force’ [de vacinação] é previsível que, ao longo da próxima semana, o país atinja a meta de ter 85% da população vacinada. Tendo em conta essa previsão, o Conselho de Ministros considera que estamos em condições de avançar para a terceira fase de levantamento”, referiu o primeiro-ministro, após a reunião do Conselho de Ministros.

Com a terceira e última fase de alívio das restrições, os restaurantes, cafés e pastelarias deixam de ter um limite máximo de pessoas por grupo (no interior e nas esplanadas), assim como os estabelecimentos, espetáculos culturais, casamentos e batizados. Os bares e discotecas vão reabrir, mediante apresentação de certificado digital ou teste negativo à covid-19, e o teletrabalho deixa de ser uma recomendação.

Além dos avanços da vacinação, o primeiro-ministro justificou a decisão de avançar no levantamento das restrições com a diminuição da incidência e do risco de transmissibilidade da covid-19. “Se atentarmos bem na evolução que a incidência e o risco de transmissibilidade têm tido no nosso país desde o dia 9 de março, verificamos que, tendo iniciado numa zona verde de baixa incidência e um Rt negativo, demos quase um círculo e estamos quase no ponto onde estávamos em março passado”, destacou António Costa. O risco de transmissibilidade, conhecido como Rt, é hoje de 0,81, enquanto a taxa de incidência caiu para 137,4.

O primeiro-ministro sinalizou ainda que o número de internamentos caiu esta quinta-feira para 426, assim como o número de internados em cuidados intensivos, que é agora de 75. Ainda assim, nas últimas 24 horas, Portugal registou mais 885 casos de covid-19 e cinco mortes, segundo a Direção-Geral de Saúde (DGS).

António Costa apelou, no entanto, a que se mantenha a responsabilidade individual. “Passamos a uma fase que, desaparecendo a generalidade das limitações impostas pela lei, assenta essencialmente na responsabilidade individual de cada um de nós. Não podemos esquecer que a pandemia não acabou e que o risco permanece”, referiu. Em Portugal, a covid-19 vitimou, desde março de 2020, mais de 17 mil pessoas.

 

A ÚLTIMA FASE DE DESCONFINAMENTO



O que muda a partir de 1 de outubro


l Bares e discotecas reabrem;

l Restaurantes, cafés e pastelarias deixam de ter um limite máximo de pessoas por grupo (no interior e nas esplanadas);

l Deixa de ser exigido certificado digital ou teste negativo para acesso a restaurantes e hotéis;

l Deixa de haver limites horários nos estabelecimentos comerciais e na restauração;

l Deixa de haver limites de lotação em estabelecimentos comerciais, espetáculos culturais e em casamentos e batizados;

l Termina a recomendação de teletrabalho;

l Empresas com mais de 150 trabalhadores deixa de testar trabalhadores;

l Termina a limitação à venda e consumo de álcool;

l Deixa de ser necessário certificado digital ou teste nas aulas de grupo em ginásios.


medidas que se mantêm

l Uso obrigatório de máscara em transportes públicos, estruturas residenciais para pessoas idosas, hospitais, salas de espetáculos e eventos e grandes superfícies;

l Uso obrigatório de máscaras na utilização de transportes coletivos de passageiros, incluindo o transporte aéreo;

l Apresentação obrigatória de certificado ou teste negativo para:

viagens por via aérea ou marítima,

visitas a lares e estabelecimentos de saúde, grandes eventos culturais, desportivos ou corporativos,

bares e discotecas.


 

 

Costa pede responsabilidade e lembra que “pandemia ainda não acabou”.
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