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PSD aquece motores para as autárquicas. Veja os 202 candidatos já anunciados

Espicaçado pelas críticas de que estaria com o processo de escolha de candidatos às eleições locais atrasado, Rui Rio anunciou esta semana mais meia centena de nomes que o PSD irá apresentar às autárquicas. São já 202 os candidatos conhecidos. Veja a lista.

Ao contrário dos anteriores, o barómetro de março da Intercampus traz más notícias para o presidente do PSD, Rui Rio.
Paulo Novais/Lusa
David Santiago dsantiago@negocios.pt 27 de Março de 2021 às 15:00
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Mesmo defendendo, sem outra companhia partidária, o adiamento de umas eleições autárquicas que deverão mesmo ter lugar entre o final de setembro e o início de outubro, o PSD já conta com 202 candidatos anunciados, o que parece ser diferente de apresentados, mas já lá iremos.

O que é certo é que após ter sido criticado pela demora na definição de nomes e pelos tiros ao lado nos convites e abordagens feitos a potenciais candidatos – do independente Rui Moreira ao eurodeputado Paul Rangel - que acabaram por declinar as ofertas da direção social-democrata, o PSD já conta com o essencial das candidaturas autárquicas definidas.

Como explicou o próprio presidente "laranja", Rui Rio, quando esta semana deu a conhecer mais meia centena de candidatos, ao PSD do continente falta apenas decidir 76 candidaturas, isto porque as restantes 30 para chegar aos 308 municípios nacionais estão a cargo das estruturas sociais-democratas do PSD-Madeira e PSD-Açores.



Oportunidade para Rio puxar dos galões e apontar aos críticos: "Pois bem, se quiserem agora, quem andou a dizer isso, pode engolir qualquer coisa em seco". Para o líder do PSD, "quem provavelmente estará atrasado é o PS". Pelo seu lado, os socialistas, através do secretário-geral adjunto José Luís Carneiro, apontam ao anúncio dos candidatos a partir do final da primeira quinzena de abril.

Seja como for, e para evitar novos casos como o do vice da direção de Rio, Salvador Malheiro, que depois de ser anunciado como recandidato a Ovar pelo secretário-geral do PSD, José Silvano, veio publicamente estranhar uma recandidatura que o próprio autarca local ainda não decidira, o líder social-democrata faz agora questão de frisar que os nomes anunciados são aqueles que foram homologados pela cúpula do partido.

Estão anunciados, mas não apresentados, faz questão de diferenciar Rui Rio, algo que só acontecerá quando e como os próprios candidatos e respetivas estruturas locais considerarem mais oportuno. Ficam assim defendidas eventuais futuras "estranhezas".

Trunfo Moedas em Lisboa
Precisamente quando subiam de tom as críticas à gestão do processo autárquico pela direção de Rui Rio, o presidente do PSD tirou a principal carta de manga ao anunciar o ex-comissário e antigo membro do Governo de Passos Coelho, Carlos Moedas, como candidato a Lisboa.

Moedas é o nome de maior peso que o PSD apresenta à corrida autárquica e que, conquistando a câmara da capital ao socialista Fernando Medina, poderá servir de seguro de vida ao atual líder social-democrata.

Rio já garantiu que assumirá as consequências políticas dos próximos resultados eleitorais, reconhecendo que, apesar de locais, as autárquicas acabam sempre por ter leituras nacionais. O objetivo da aliança para as autárquicas firmada com o CDS passa por acabar, ou pelo menos reduzir, a hegemonia assegurada pelo PS em 2017 (158 câmaras municipais).

Ou seja, mais do que se tornar no partido a liderar mais autarquias e assim poder reconquistar a presidência da Associação nacional de Municípios, o PSD pretende melhorar face às 98 autarquias asseguradas há quatro anos. Mas como nem todas as câmaras são iguais em termos de importância relativa, além de melhorar o "score" de 2017, Rui Rio pode sair vencedor se o PSD ganhar em cidades relevantes como Lisboa, Porto, Coimbra, Sintra ou Setúbal.

As "fichas" do PSD
Além de Moedas, há outras "fichas" já postas em cima da mesa pelo PSD. O ex-líder parlamentar Fernando Negrão corre por Setúbal, enquanto o antigo bastonário dos médicos e atual vereador em Coimbra, o independente José Manuel Silva, terá o apoio dos sociais-democratas para tentar "roubar" a autarquia coimbrense ao socialista Manuel Machado.

Outro nome relevante já anunciado passa por Ricardo Baptista Leite, o deputado e médico que vem ganhando protagonismo desde a pandemia e que se candidata a Sintra.

Vladimiro Feliz, ex-número dois de Rio quando este liderou a câmara do Porto, é o "homem confiável" e "excelente candidato" com que o PSD tentará destronar o independente Rui Moreira, enquanto o antigo futebolista e selecionador nacional de futebol, António Oliveira, concorre a Vila Nova de Gaia.
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