Europeias 76% dos portugueses não ficaram mais esclarecidos com campanha para as europeias

76% dos portugueses não ficaram mais esclarecidos com campanha para as europeias

De acordo com a sondagem da Aximage, 76% dos inquiridos considera que a campanha eleitoral que termina esta sexta-feira não foi esclarecedora. Apenas 12% dizem ter ficado mais esclarecidos com as ações de campanha dos partidos que concorrem ao Parlamento Europeu.
76% dos portugueses não ficaram mais esclarecidos com campanha para as europeias
David Santiago 24 de maio de 2019 às 21:24
A campanha eleitoral para as europeias do próximo domingo, 26 de maio, não serviu para os eleitores ficarem mais esclarecidos acerca daquilo que os candidatos pretendem fazer uma vez eleitos para o Parlamento Europeu.

É esta a conclusão da sondagem da Aximage para o Negócios e o CM, segunda a qual 76,1% dos eleitores entrevistados dizem não ter ficado elucidados com a campanha que encerra às 23:59 desta sexta-feira, 24 de maio. 

Por outro lado, somente 12% consideram que as ações de campanha foram esclarecedoras, sendo que os restantes 11,9% não souberam ou não quiseram responder.

No segmento do eleitorado que antecipa abster-se nas legislativas de outubro, 72,7% consideram que a campanha não foi esclarecedora. Entre os inquiridos que já escolheram o partido em que querem votar nas eleições de 6 de outubro, é nos eleitores do PSD (80,1%) e do Bloco (87,5%) que se verificam percentagens mais elevadas de portugueses para quem a campanha para as europeias não foi clarificadora.

Quanto à ajuda que a campanha e os debates televisivos entre os diversos candidatos deu aos eleitores para determinarem o respetivo sentido de voto, 64% responderam que não facilitou a escolha. 9,3% garantem que a campanha e os debates apenas serviram para os levar a optar pela abstenção, enquanto 8% dizem que serviram para manter o habitual sentido de voto e 3,3% reconhecem que contribuíram para alterar o voto em favor de forças políticas nas quais normalmente não votam. 

FICHA TÉCNICA

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.
Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, atividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra teve 622 entrevistas efetivas: 300 a homens e 322 a mulheres; 59 no Interior Norte Centro, 89 no Litoral Norte, 108 na Área Metropolitana do Porto, 109 no Litoral Centro, 174 na Área Metropolitana de Lisboa e 83 no Sul e Ilhas; 110 em aldeias, 163 em vilas e 349 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.
Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 16 a 20 de Maio de 2019, comum a taxa de resposta de 73,5%.
Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 622 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,019 (ou seja, uma "margem de erro"- a 95% - de 3,80%).
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de João Queiroz.




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