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Montenegro acusa PCP e BE de "quererem tirar o tapete ao Governo"

O líder parlamentar do PSD colocou a responsabilidade pelo chumbo da descida da Taxa Social Única nas mãos do Bloco de Esquerda e do PCP. Montenegro garantiu ainda que os social-democratas apoiam a subida do salário mínimo nacional.

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Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 25 de Janeiro de 2017 às 16:16
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Luís Montenegro exigiu uma clarificação do PCP e do Bloco de Esquerda a propósito do chumbo anunciado da descida da Taxa Social Única (TSU). O líder da bancada parlamentar do PSD diz que é grave que tenham pedido a apreciação parlamentar do decreto-lei que baixa as contribuições dos patrões. "Uma coisa é discordar do Governo, e é legitimo até, a partidos que suportam o Governo tenham divergências. Mas outra coisa bem diferente é querer revogar as coisas de um Governo".

 

"Isso não é divergir, é querer tirar o tapete ao Governo", acusou Montenegro. E, por isso, os parceiros do Governo no Parlamento, defendeu, devem esclarecimentos: "Desistiram do Governo ou só estão disponíveis para apoiar o que é agradável e popular?" Montenegro perguntou depois o que querem os dois partidos. "Só estão disponíveis para meias decisões? Esta maioria que se disse coesa, estável e duradoura é uma maioria de meias-tintas em que cada um só aparece na parte q é popular? É isso que é esta maioria?", interrogou.

 

Montenegro rebateu as acusações de oportunismo do PSD. Ele existe mas é na maioria de esquerda, acusou. "O cúmulo do oportunismo é agora todos na maioria sem excepção não terem a hombridade de responder por essa solução de Governo, porque são todos, PS, PCP e BE". "A hora é vossa", assinalou Montenegro. "Falem, conversem, reúnam, construam as vossas posições comuns mas assumam as vossas responsabilidades e cumpram aquilo que anunciaram ao país".

 

No fundo, "a geringonça é vossa, vocês é que a têm de pôr a mexer", resumiu Montenegro. "É coerente o PCP e BE tirarem o tapete ao Governo quando prometeram um apoio coeso, estável e duradouro", perguntou.

 

Antes de ter Montenegro ter intervindo, José Soeiro já tinha garantido que o Bloco de Esquerda se manteria leal à geringonça. "Nenhuma surpresa, nenhuma mudança, nenhuma novidade a esse respeito", garantiu o deputado bloquista. Do lado do PCP, e embora de forma menos explícita, Rita Rato garantiu que o partido continuaria a lutar pelos direitos dos trabalhadores.

 

PSD até subiria o salário para 1.500 euros

 

Luís Montenegro recordou que o PSD baixou de forma temporária a descida da TSU, mas justificou que na altura essa descida teve três condições: era "excepcional e transitória"; as actualizações subsequentes do salário mínimo "tinham de atender ao crescimento da economia, evolução dos preços e ganhos de produtividade"; e a medida era "exclusivamente suportada pelo Orçamento do Estado".

 

Na altura, "todos sabiam" que o PSD "não queria estimular os baixos salários". E qualifica de "argumento infantil" as acusações de que os social-democratas são contra a subida do salário mínimo. "Que infantilidade. Mas alguém pensa que algum político ou algum partido não gostaria de propor uma actualização ainda maior do salário mínimo nacional? Se estivesse na nossa esfera de intervenção decretar um salário mínimo de mil euros ou 1.500 euros não iríamos decretá-lo? Ó senhores deputados, com certeza que sim", afiançou.

 

"O problema não é esse. Vocês querem ter a parte popular de aumentar o salário mínimo mas depois não querem arcar com as consequências desse aumento", concluiu Montenegro.
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