Não é habitual, mas um político assumir um erro como aconteceu na mensagem de Ano Novo com o presidente francês é refrescante. Emmanuel Macron admitiu que foi um erro convocar eleições antecipadas no ano passado que acabaram com um parlamento ultra-fragmentado e com a nomeação de dois primeiros-ministros em três meses, criando um clima de elevada incerteza política.
A trapalhada com a nomeação de Hélder Rosalino para a nova secretaria-geral do Governo acabou por fazer cair a escolha do primeiro-ministro. Rosalino foi sacrificado para tentar ultrapassar a polémica, mas o parágrafo do comunicado da passada segunda-feira do gabinete de Montenegro sobre a recusa do Banco de Portugal em pagar o salário era desnecessário.
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