Angola representa 57% do lucro do BPI em 2015
O Banco do Fomento de Angola representou 57% do lucro obtido pelo Banco BPI no ano passado. O BPI recebeu um contributo de 135,7 milhões de euros do BFA em 2015, uma apropriação 16% superior ao contributo recebido um ano antes.
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"É o melhor de sempre, ex-áqueo com 2008. A diferença é que, em 2008, o BPI apropriou-se de 100% e, em 2015, de 50,1%", comentou o banqueiro na conferência de imprensa de apresentação de resultados do banco.
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O valor reconhecido pelo BPI nas suas contas, de 135,7 milhões de euros, compara com o lucro total de 236,4 milhões que a instituição financeira registou naquele período.
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A ligação entre o BPI e o BFA encontra-se, neste momento, numa altura delicada: o banco português, como tem 50,1% do banco angolano, é penalizado pela nova forma de contabilização da exposição a Angola, já que a Europa considera que a supervisão naquele país africano não é considerada equivalente.
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O BPI propôs uma separação total entre os activos africanos (Angola e Moçambique) do negócio nacional mas a segunda maior accionista do banco, Isabel dos Santos, mostrou-se contra, avançando com uma proposta em que ela passaria a ter a maioria do capital no BFA. Esta quarta-feira, a administração do banco português declinou esta proposta.
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Neste contexto, Ulrich elogiou o banco, considerando que o facto de ter tido o melhor resultado de sempre (em conjunto com 2008) "mostra bem a resiliência e a sustentabilidade do modelo" do BFA, dado o contexto em Angola no ano passado, como a descida dos preços do petróleo.
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Enquanto os 50,1% no BFA deram um contributo de 135,7 milhões ao BPI, a posição de 30% no moçambicano BCI foi de 9,4 milhões, o que fez com que a operação internacional alcançasse um lucro de 143,3 milhões de euros em 2015, mais 13,6% do que no ano anterior.
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Em Portugal, a actividade doméstica atingiu um lucro de 93,1 milhões.
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