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Banco do Grupo Espírito Santo no Dubai também vai para liquidação

No passado domingo, ficou decidido o fim do ES Bankers Dubai. O responsável pela liquidação irá reunir os activos da instituição do GES e utilizar o dinheiro obtido para pagar o seu passivo.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 21 de Outubro de 2014 às 12:05
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Há mais uma empresa do Grupo Espírito Santo a caminho do fim. O ES Bankers (Dubai) vai ser liquidado. A decisão foi tomada pelo tribunal do centro financeiro daquele país, em resposta a um pedido do regulador. A palavra final foi dada no passado domingo, confirmou o Negócios.

 

"Um juiz nos tribunais do Dubai International Financial Centre [Centro Financeiro Internacional do Dubai] aprovou no domingo, 19 de Outubro, o pedido para liquidar o ES Bankers (Dubai)", respondeu o porta-voz do regulador do sector financeiro do Dubai a perguntas do Negócios.

 

O regulador, o DFSA, havia pedido a liquidação daquela entidade ao tribunal por considerar que o banco não era capaz "de cumprir as suas obrigações" nem de "continuar a funcionar normalmente". Isto depois da falência do Banque Privée Espírito Santo, com que tinha uma relação próxima.

 

Assim, no início do mês, foram constituídos dois funcionários da consultora Delloite como responsáveis provisórios pela liquidação do ES Bankers: Philip Stephen Bowers e Neville Barry Kahn. Mas, para que a liquidação fosse efectiva, era necessária autorização judicial. O que só chegou no domingo.

 

Este domingo, 19 de Outubro, os dois funcionários da consultora foram nomeados como responsáveis pela liquidação final da instituição, 95% nas mãos do Espírito Santo Financial Group, também ele na insolvência.

 

"A principal função do liquidatário é juntar os activos do ES Bankers Dubai (isto é, os elementos do balanço) e distribuir os ganhos, depois de pagamentos de custos e despesas, para pagar o passivo do ES Bankers Dubai", continua o porta-voz do DFSA, em respostas ao Negócios.

 

A unidade do Dubai era uma operação de gestão de patrimónios e de fortunas, sendo detida pelo Espírito Santo Financial Group, a empresa através da qual o grupo tinha posições no Banco Espírito Santo e nos bancos fora da União Europeia (Panamá, Dubai e Suíça). O ESFG tem 95% do seu capital, sendo que os restantes 5% estão distribuídos por "outros accionistas", que não são identificados no site da instituição financeira. 

 

Na Suíça, o Banque Privée Espírito Santo também solicitou a entrada em liquidação, além de estar sob investigação. As sociedades do Grupo Espírito Santo Rio Forte, Espírito Santo Financial Group e Espírito Santo International solicitaram a entrada num regime de protecção de credores, a chamada "gestão controlada" no Luxemburgo, onde estão sedeadas, mas os pedidos foram todos rejeitados.


Segundo os resultados de 2013, altura em que Ricardo Salgado era ainda o presidente do conselho de administração, o ES Bankers obteve 2,4 milhões de euros de resultados líquidos no ano passado, valor inferior aos dividendos que distribuiu no mesmo ano. O banco contava com activos avaliados em 410 milhões de euros e passivo de 371 milhões de euros.

 

O antigo seleccionador de Portugal, Carlos Queiroz, diz ter sido lesado pela instituição, dizendo que o ES Bankers movimentou os seus fundos aí colocados para enviar para a Rioforte, sociedade do Grupo Espírito Santo, sem a sua autorização.

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