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BPI: Descida do malparado é "bom augúrio" para os resultados da banca portuguesa

Na análise aos dados do crédito e depósitos da banca portuguesa no primeiro trimestre, o BPI destaca a melhoria na qualidade dos activos do sector.

6º Nuno Amado, 772 notícias - Voltou a ser um ano agitado para o BCP, justificando o facto de Nuno Amado ser o gestor mais citado no Negócios este ano, com uma média de mais de duas notícias por dia.
Nuno Amado apresenta as contas do BCP a 7 de Maio. Bruno Simão
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 23 de Abril de 2018 às 14:03
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O crédito malparado desceu e os juros dos novos empréstimos aumentaram no mês de Fevereiro, o que representa um indicador positivo para os resultados da banca portuguesa no primeiro trimestre, afirma a unidade de research do BPI na análise aos dados do Banco de Portugal.

 

Segundo o BPI, o crédito em atraso há mais de 30 dias desceu em todos os segmentos, tendo registado uma queda de 10 pontos base para 6,83% do total do crédito concedido. Em termos homólogos (comparando com Fevereiro do ano passado), a descida foi de mais de 100 pontos base (1 ponto percentual).

 

O valor total do crédito em incumprimento desceu 2% num mês em que valor dos empréstimos concedidos ficou estável. A queda mais significativa aconteceu no crédito às empresas, onde o malparado passou a representar 12,35% do total, menos 24 pontos base do que em Janeiro.

 

No que diz respeito aos juros cobrados nos novos empréstimos concedidos em Fevereiro, a taxa aumentou 30 pontos base para 2,89%. No segmento do crédito à habitação subiu 2 pontos base para 1,46% e no financiamento às empresas aumentou 24 pontos base para 2,46%. Quanto ao custo total da carteira de empréstimos concedidos, a taxa de juro ficou estável em 2,37%.

 

"A evolução das métricas da qualidade dos activos e dos juros dos novos empréstimos representam um bom augúrio para a época de apresentação de resultados do primeiro trimestre", refere o BPI, assinalando que "vemos a redução do NPA (‘non-performing assets’) e do custo do risco como sendo os principais ‘drivers’ do BCP".

 

Sinais menos positivos vêm dos custos de financiamento no retalho, pois o BPI considera que os bancos portugueses podem fazer melhor na descida das remunerações dos depósitos.

 

Os clientes dos bancos portugueses receberam uma remuneração média de 0,17% nos novos depósitos celebrados em Fevereiro, o que representa uma descida de 1 ponto base face a Janeiro. Quanto à carteira de depósitos total dos bancos, o custo para as instituições financeiras também desceu 1 ponto base para 0,43%.

 

O Banco BPI apresentou os resultados na sexta-feira e o BCP apresenta as contas do primeiro trimestre a 7 de Maio.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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