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EuroBic: Abanca é uma entidade "credível", diz governador do BdP

Os galegos do Abanca oficializaram o seu interesse em comprar 95% do capital do banco liderado por Teixeira dos Santos. Carlos Costa afirma que a operação "é positiva" para a estabilidade do setor financeiro.

Lusa
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 04 de Março de 2020 às 10:24
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Carlos Costa, governador do Banco de Portugal (BdP), considera que o Abanca, a entidade interessada em ficar com o EuroBic, é uma entidade "credível" e supervisionada por várias entidades. Isto depois de ter sido alvo de outras avaliações no seguimento da sua compra da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em Espanha e da rede do Deutsche Bank em Portugal. 

"Sem prejuízo de ter sido celebrado um acordo tendo em vista à aquisição do EuroBic, a mesma está sujeita à autorização do Banco Central Europeu, em articulação com o BdP, estando a avaliação, nos termos anteriormente descritos, de uma projetada aquisição de participação qualificada, dependente sempre de uma notificação formal às respetivas autoridades competentes para efeitos de análise da informação exigível o que na situação em apreço ainda não sucedeu", começou por afirmar Carlos Costa aos deputados, na comissão de Orçamento e Finanças, esta quarta-feira. 

Em causa está o acordo realizado entre o Abanca e o EuroBic para que o banco galego fique com 95% do capital do banco liderado por Teixeira dos Santos. Isto depois de Isabel dos Santos ter decidido pôr à venda a sua participação de 45% na instituição financeira, no seguimento do caso "Luanda Leaks". 

O Abanca comprou recentemente a rede da CGD em Espanha e antes tinha comprado a rede do Deutsche Bank em Portugal, relembrou Carlos Costa. Em todos esses processos, "foi submetida a critérios de avaliação de idoneidade", notou o responsável.

O governador referiu ainda que o banco galego é uma "entidade supervisonada pelo BdP, pelo Banco de Espanha e pelo BCE e, nesse contexto tem à partida, sem que isso condicione em nada a decisão final, condições" para ser um comprador "credível e com interesse". Isto numa operação que "é positiva" para a estabilidade do setor financeiro. 

"Ficamos à espera da proposta final", disse Carlos Costa, referindo que "tomar conhecimento não é estar de acordo". Dito isto, "é óbvio que do ponto de vista da qualidade da estrutura acionista há uma subsituição" por um banco supervisonado. 

As declarações foram feitas na comissão de Orçamento e Finanças, esta quarta-feira, numa audição realizada a pedido do Bloco de Esquerda. 

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