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Fernando Ulrich: "A oferta do CaixaBank está de pé"

O CaixaBank defende que esta não era a data certa para votar a desblindagem dos estatutos porque "não consegue controlar as autorizações" necessárias para aprovar a oferta, disse o presidente do BPI.

Miguel Baltazar
Alexandra Noronha anoronha@negocios.pt 17 de Junho de 2015 às 11:29
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A oferta pública de aquisição lançada pelo CaixaBank ao Banco BPi sofreu esta quarta-feira, 17 de Junho, um contratempo, depois dos accionistas do BPI não terem aprovado a desblindagem dos estatutos do banco, na assembleia-geral que se reuniu esta manhã em Serralves, no Porto.

Fernando Ulrich, CEO do BPI, garantiu que "a oferta está de pé", com o chairman Artur Santos Silva, a referir que "o oferente disse que este não era o dia" para avançar com esta proposta porque o CaixaBank "não consegue controlar" a atribuição de todas as autorizações necessárias para avançar com a OPA. 

O chairman disse ainda que "em termos lógicos", o oferente esperava ter todas as autorizações até esta quarta-feira, o que não aconteceu. Falta a pronúncia do Banco Central Europeu, da Autoridade de Supervisão dos Seguros e Fundos de Pensão e ainda do Banco Nacional de Angola para que a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários possa registar a oferta. 

"Uma das condições [a desblindagem de estatutos] não está preenchida", referiu Santos Silva, adiantando que o banco espanhol disse à mesa da AG que iria "o mais depressa possível comunicar a sua posição".

Apesar do resultado lhe ser desfavorável, Santos Silva revelou que o CaixaBank recomendou "que os accionistas exercessem o seu direito de voto".

Ulrich garantiu ainda que esta questão "não cria nenhuma preocupação aos gestores do banco".

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