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Filho de Oliveira e Costa despedido da Parvalorem

Entre os 49 trabalhadores envolvidos no despedimento colectivo anunciado em Abril, está José Augusto Oliveira e Costa, antigo administrador do BPN, adianta o Diário de Notícias.

Bruno Simão/Negócios
Negócios 12 de Maio de 2015 às 09:20
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José Augusto Oliveira e Costa, filho do fundador do banco José Oliveira e Costa, é um dos 49 funcionários envolvidos num despedimento colectivo efectuado pela Parvalorem. A informação é avançada esta terça-feira pelo Diário de Notícias, que aponta ainda que o despedimento colectivo gerou a contestação da comissão de trabalhadores, que acusa a empresa de estar a subcontratar serviços ao mesmo tempo que dispensa pessoal.

 

O Diário de Notícias recorda que José Augusto Oliveira e Costa era administrador do BPN desde a sua fundação e que, quando foi decretada a falência da instituição, passou para a Parvalorem, a empresa pública que gere os activos tóxicos do banco, sem funções específicas mas a ganhar o ordenado mensal.

 

A sua saída deverá consumar-se agora, em o lançamento de um despedimento colectivo que envolve, ao todo, 49 pessoas.

 

Além da saída do filho de José Oliveira e Costa, o Diário de Notícias dá eco das preocupações da comissão de trabalhadores, que contesta o facto de a Parvalorem estar a despedir gente ao mesmo tempo que contrata os serviços de uma empresa externa, a Gesbanha, com quem o administrador terá alegadamente relações estreitas.

 

O presidente da Parvalorem, contudo, garante ao DN que a contratação da Gesbanha era necessária para fazer face ao volume de informação periódica que as empresas do universo do grupo têm de prestar – "são 38 reports a multiplicar por três", contabiliza.

 

Os trabalhadores dizem que, em todas as empresas pelas quais Francisco Nogueira Leite Passou, cruzou-se com a Gesbanha, sugerindo algum tipo de favorecimento, mas o presidente da empresa nega que haja tratamento especial. A Parvalorem assinou um contrato de prestação de serviços temporário com a empresa que prevê o serviço de report e formação aos funcionários da Parvalorem, de modo que, quando o pessoal interno estiver habilitado, o trabalho passará a ser desenvolvido internamente, garante.

 

José Augusto Oliveira Costa foi um dos sete ex-nomes ligados ao BPN alvo de coimas aplicadas pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários por infracções cometidas entre 1999 e 2008. Sofreu uma coima de 25 mil euros, "pelo exercício de actividade de gestão de carteiras por contra de outrem sem registo na CMVM, a título negligente".

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