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Lucros da CGD caem 41% para 249 milhões de euros no primeiro semestre

O banco liderado por Paulo Macedo obteve menos 41% de lucros face à primeira metade de 2019, quando lucrou 417 milhões de euros. Isto num período em que constituiu imparidades de 156 milhões de euros.

Tiago Sousa Dias
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 31 de Julho de 2020 às 16:58
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Os lucros da Caixa Geral de Depósitos (CGD) caíram 41% no primeiro semestre face a igual período do ano passado, passando dos 417 milhões para os 249 milhões de euros, de acordo com o comunicado divulgado esta sexta-feira pelo banco estatal. 

Estes resultados foram penalizados pela constituição de imparidades genéricas para responder à pandemia, num total de 156 milhões de euros. A rentabilidade do primeiro semestre de 2020 foi "afetada pelo reforço de provisões e imparidades", refere o banco. As novas imparidades de crédito ascendem a 146,7 milhões de euros. 

De acordo com a CGD, a margem financeira caiu 44,7 milhões de euros face ao mesmo período do ano passado, "dada a atual conjuntura de taxas de juro e particularmente os elevados reembolsos antecipados de crédito por parte de entidades públicas ocorridos em 2019, dado o baixo custo de financiamento do Estado".
Já as comissões aumentaram 1% face ao período homólogo, enquanto os resultados de operações financeiras registaram um valor positivo de 39,4 milhões de euros, explica o banco liderado por Paulo Macedo. 
Por outro lado, os custos de estrutura totalizaram 411,7 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, "o que se traduziu numa redução de 12,9% face ao primeiro semestre de 2019". Esta "evolução positiva, transversal a todas as componentes dos custos de estrutura, foi especialmente significativa" na diminuição dos custos com pessoal. Estes caíram 14,7%.
"Os custos incluem no primeiro semestre um montante de encargos não recorrentes de 75,7 milhões de euros relativos aos programas de pré-reformas e rescisões por mútuo acordo e um impacto positivo que atingiu 70,7 milhões de euros anteriormente mencionado referente ao cálculo atuarial das responsabilidades com benefícios pós-emprego", diz a CGD.

Em termos de depósitos, estes aumentaram perto de 5 mil milhões de euros, "evolução essencialmente justificada pela captação da CGD Portugal".

Já o crédito bruto cresceu 0,8% nos primeiros seis meses do ano, face ao primeiro semestre de 2019. 

Por outro lado, o montante de NPL (non-performing loans, ou crédito malparado) reduziu-se em 1,9 mil milhões de euros face ao período homólogo. O rácio de NPl atingiu os 4,4% neste período, face a 7,3% em junho de 2019. 

Os rácios de capital também foram reforçados, com o CET1 a situar-se nos 16,6% até junho deste ano. 
 
(Notícia em atualização.)
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