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Lucros do BCP caem para 183 milhões de euros em 2020

Os analistas consultados pela Bloomberg previam lucros de 180,3 milhões de euros no total do ano passado. Isto depois de o banco ter alcançado um resultado positivo de 302 milhões de euros em 2019.

Lusa
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 25 de Fevereiro de 2021 às 17:05
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O BCP fechou 2020 com lucros de 183 milhões de euros, num período marcado pelo impacto da pandemia. Os resultados do banco liderado por Miguel Maya representam uma queda de 39,4% em relação a 2019. 

De acordo com 10 analistas consultados pela Bloomberg, as estimativas apontavam para lucros de 180,3 milhões de euros no ano passado. 

O resultado foi influenciado "pelo contexto de pandemia Covid-19 e por provisões para riscos legais associados a créditos em francos suíços concedidos na Polónia", refere o banco no comunicado enviado à CMVM, esta quinta-feira, 25 de fevereiro. 

Houve um "reforço expressivo das imparidades e provisões, totalizando 841,2 milhões de euros em 2020", refere o BCP.

Neste período, a
 margem financeira cifrou-se em 1.533,2 milhões de euros, "situando-se ligeiramente (cerca de 1,0%) aquém dos 1.548,5 milhões de euros apurados no ano anterior", refere o banco, notando que esta evolução, resultou do "aumento registado na atividade em Portugal, pese embora o mesmo tenha sido totalmente absorvido pelo desempenho da atividade internacional, nomeadamente pelo contributo da operação em Moçambique". 

Já as comissões líquidas "mantiveram-se num patamar semelhante ao verificado no ano anterior, tanto na atividade em Portugal, como na atividade internacional, ascendendo, em termos consolidados, a 702,7 milhões de euros em 2020". Isto, diz o banco, "apesar dos impactos negativos provocados pela pandemia associada à covid-19".

Quanto aos custos operacionais, o BCP registou uma descida de 2,4% para 
1.072,9 milhões de euros, "graças à evolução favorável registada quer na atividade em Portugal, suportada no controlo e na redução dos custos operacionais recorrentes, quer na atividade internacional, influenciada pela desvalorização cambial do zlóti e do metical face ao euro", nota a instituição financeira. 

Por outro lado, o rácio de capital CET1 e rácio de capital total fully implemented situaram-se nos 12,2% e nos 15,6%. Isto num período em que o banco conseguiu melhorar a qualidade dos ativos. 


Mais crédito e mais depósitos
A carteira de crédito bruto cresceu 2,6% em 2020, para 56.146 milhões de euros no final de 2020, "com esta evolução a ser impulsionada pelo desempenho favorável apresentado pela atividade em Portugal".

Já os recursos totais de clientes ascenderam a 84.492 milhões de euros, situando-se
3,4% acima dos 81.675 milhões de euros apurados no final do ano anterior.

"O aumento dos recursos totais de clientes ficou a dever-se sobretudo ao desempenho dos depósitos e outros recursos de clientes, que evoluíram de 60.847 milhões de euros em 31 de dezembro de 2019, para 63.259 milhões de euros no final do ano corrente, impulsionados pelo crescimento de 3.816 milhões de euros registado na atividade", refere o banco.

O banco tem, atualmente, moratórias ativas no valor de 8.568 milhões de euros. Em termos de linhas de crédito covid-19, o montante concedido é de 2.287 milhões de euros, num total de 18.115 operações. 

(Notícia em atualização.)
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