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Mais de um ano depois, comissão de acompanhamento do Novo Banco está completa

Miguel Roballo, ex-membro da comissão executiva do Banco Popular Portugal, foi nomeado vogal da comissão de acompanhamento do Novo Banco para o mandato 2017-2020. Desde março de 2019 que esta entidade estava incompleta.

O Novo Banco, liderado por António Ramalho, ainda pode pedir perto de 900 milhões de euros, no âmbito do mecanismo de capital contingente.
João Miguel Rodrigues
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 22 de Outubro de 2020 às 18:14
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Mais de um ano depois, a comissão de acompanhamento do Novo Banco voltou a ter três elementos. A vaga foi agora preenchida por Miguel Roballo, conforme anunciou o banco liderado por António Ramalho, esta quinta-feira. 

"Foi aprovada a nomeação de Miguel Roballo como Vogal da Comissão de Acompanhamento para integrar o atual mandato (2017-2020)", lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. 

O novo membro da comissão de acompanhamento do Novo Banco é "partner" da Priscus Iberia e ex-membro da comissão executiva do Banco Popular Portugal. 

Desde que Miguel Athayde Marques abandonou funções, em março de 2019, que a equipa ficou a trabalhar apenas com dois elementos: José Rodrigues de Jesus e José Bracinha Vieira. Foram feitos alguns convites, mas sem sucesso, pelo menos até agora. 

Luís Máximo dos Santos, presidente do Fundo de Resolução, afirmou em fevereiro deste ano, no Parlamento, que estava a ser difícil contratar para este cargo. "Gostaria muito que tivesse sido nomeado o terceiro membro", mas "há muita gente que foge deste assunto", disse o também vice-governador do Banco de Portugal aos deputados, na comissão de Orçamento e Finanças. "É um assunto que nem toda a gente se sente com ânimo e vontade para tratar dele, por muitas razões". 

A entidade liderada por José Rodrigues de Jesus - que participa tanto no conselho geral e de supervisão, como no comité de imparidade alargado e nos conselhos de crédito (quando estão em causa ativos do CCA) - teve de analisar várias operações, nomeadamente a venda de carteiras de crédito malparado e imóveis. Foi o caso do projeto "Nata 2", um portefólio que incluía três mil milhões de euros em ativos tóxicos e um dos maiores alguma vez transacionados em Portugal.

Esta nomeação é revelada no dia em que o Conselho Geral e de Supervisão do Novo Banco escolheu Andrés Baltar, ex-Barclays, como novo membro da comissão executiva do banco. De saída estão Vítor Fernandes, Jorge Freire Cardoso e José Eduardo Bettencourt.

(Notícia atualizada.)
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