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Ramalho: Património de Luís Filipe Vieira "vale mais não executado que executado"

O aval pessoal de Luís Filipe Vieira concedido ao Novo Banco incluía uma casa para palheiro, uma moradia e uma loja em Alverca do Ribatejo, segundo o CEO do banco.

Pedro Catarino
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 19 de Maio de 2021 às 12:10
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António Ramalho afirma que o Novo Banco encontrou um palheiro, uma moradia e uma loja em Alverca do Ribatejo nas análises que realizou ao património de Luís Filipe Vieira relativamente à dívida da Promovalor. E realça que o aval pessoal do também presidente do Benfica "vale mais não executado que executado". 

O CEO do Novo Banco está a ser ouvido esta quarta-feira, 19 de maio, no âmbito da Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução. 

"Não quero dizer nada que prejudique as recuperações de crédito. O que vou dizer vou dizer com cautela. O aval do sr. Luís Filipe Vieira vale mais não executado que executado", disse António Ramalho aos deputados, notando que o património do dono da Promovalor foi "avaliado por duas vezes". 

Em 2016, apenas foi identificado uma casa para palheiro. Depois acabou por encontrar uma moradia e uma loja em Alverca do Ribatejo. O CEO do Novo Banco realçou que o aval torna-se "mais relevante" pela "defesa reputacional de Luís Filipe Vieira enquanto presidente do Benfica". Pois "se exercemos um aval pela riqueza dos avalistas não havia avales nenhuns".

No Parlamento, Luís Filipe Vieira - cuja dívida ao Novo Banco chegou aos 400 milhões de euros - admitiu ter um palheiro e garantiu ter mais património, mas sem detalhar. 

"Oxalá que sim! Isso é bom para nós", afirmou António Ramalho esta quarta-feira, sobre o facto de o empresário garantir ter mais património. 

(Notícia atualizada.)
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