Comércio Sonae aumenta lucros para 222 milhões de euros em 2018

Sonae aumenta lucros para 222 milhões de euros em 2018

A empresa beneficiou com a evolução positiva nos indicadores operacionais das principais áreas de negócio.
Sonae aumenta lucros para 222 milhões de euros em 2018
Paulo Azevedo será substituído pela irmã na liderança da Sonae
Ricardo Castelo
Nuno Carregueiro 21 de março de 2019 às 07:44

A Sonae SGPS fechou 2018 com um resultado líquido de 222 milhões de euros, valor que representa um aumento de 33,7% face ao exercício anterior, mas fica abaixo da estimativa do CaixaBank BPI (284 milhões de euros).

 

A empresa co-liderada por Paulo Azevedo e Ângelo Paupério tirou partido da evolução positiva dos indicadores operacionais (receitas e EBITDA) das principais áreas de negócio. A Sonae Sierra passou a ser integrada totalmente nas contas, que no quarto trimestre incluem um impacto positivo de 39 milhões de euros com venda de ativos. 

 

As receitas aumentaram 8,1% para 5.951 milhões de euros, com o retalho a crescer a dois dígitos (10,1%). O EBITDA subjacente aumentou 8,4% para 372 milhões de euros e o EBITDA total subiu 26,7% para 483 milhões de euros, o que corresponde a uma melhoria da margem em 1,2 pontos percentuais, para 8,1%.

 

Ângelo Paupério destaca em comunicado que "2018 foi um ano de sucesso para a Sonae, que cresceu significativamente, melhorou rentabilidade e concluiu uma importante fase do seu desenvolvimento estratégico".

 

A Sonae destaca que a unidade de retalho alimentar, a Sonae MC, alcançou um "crescimento recorde da última década", com as 1.085 lojas da companhia a gerarem um volume de negócios de 4.158 milhões de euros (+7%), o que gerou um aumento do EBITDA subjacente para 228 milhões de euros.

 

Ainda no retalho, a Worten superou os mil milhões de euros de volume de negócios (+7,6%), com as vendas comparáveis a crescerem 5,6% e o EBITDA a estabilizar nos 35 milhões de euros. Na Sonae S&F (artigos de vestuário e desportivos) as receitas aumentaram 1,9%.

 

A Sonae Retalho aumentou as receitas em 10,1% e registou um crescimento de 8,6% no EBITDA. Já a Sonae Sierra estabilizou as receitas e aumentou o EBITDA em 2,6%. Nas unidades de menor dimensão (Sonae IM e Sonae FS), as variações do volume de negócios e do EBITDA também são de sinal positivo.

 

A Sonae fechou 2018 com uma dívida líquida de 1.317 milhões de euros, devido ao impacto da aquisição de 20% da Sonae Sierra por 256 milhões de euros. Tendo em conta uma base comparável com o exercício anterior, a dívida líquida situou-se nos 1.061 milhões de euros, o que representa uma descida de 223 milhões de euros (-17,4%).

 

Os resultados financeiros foram negativos em 36 milhões de euros, o que traduz um agravamento de 6,2%. Na linha dos impostos o valor é negativo em apenas 14 milhões de euros ao nível da "holding", em linha com o valor de 2017.

 

No ano passado o investimento ("capex") da Sonae totalizou 702 milhões de euros.

 

A Sonae vai propor o pagamento de um dividendo de 4,41 cêntimos por ação, o que representa um aumento face à remuneração do ano passado (4,2 cêntimos).

 

Paupério, que em conjunto com Paulo Azevedo vai passara a liderança da companhia a Cláudia Azevedo, tem a "certeza de que a nossa empresa está preparada para os novos desafios e na profunda convicção e sincero desejo que a nova equipa executiva liderada pela Cláudia Azevedo continue a potenciar o sucesso deste projeto único e que tanto nos une que é a Sonae."




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