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Frasquilho diz que TAP terá “prejuízo avultado” este ano

Em entrevista ao Observador, o chairman da TAP admite que sem a privatização, a companhia teria acabado em 2015.

Lusa
Negócios jng@negocios.pt 09 de Julho de 2020 às 09:42
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Miguel Frasquilho afirma que a TAP teria acabado em 2015, "se não tivesse havido privatização". Em entrevista ao Observador, o chairman da companhia aérea revela que nessa altura "não havia sequer liquidez para salários no mês seguinte".

Frasquilho não poupa elogios a David Neeleman, o acionista que está de saída após o Estado ter comprado a sua parte na TAP, a quem chama de "visionário na aviação".

Em relação à solução encontrada pelos acionistas e pelo Estado para o futuro da TAP, Frasquilho considera que "dado o contexto", o reforço da posição estatal na companhia foi "a melhor solução possível", porque "ninguém queria a nacionalização".

Sobre o plano de reestruturação que aí vem, Frasquilho reforça que não será "isento de sacrifícios e dor", mas considera que "os despedimentos não são inevitáveis".

O chairman da companhia aérea nacional admite ainda que os resultados da transportadora ficaram "além do expectável" nos últimos anos, e que para este ano é esperado um "prejuízo avultado", na linha "daquilo que acontecerá com todas as companhias aéreas do mundo", por causa da pandemia.

O responsável refere que, nesta altura, a TAP ainda tem 75% dos trabalhadores em layoff, e que o apoio "certamente não irá terminar este mês".

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