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Leixões é o primeiro porto em Portugal com 5G

O Porto de Leixões vai ser o primeiro porto em Portugal a utilizar a quinta geração de rede móvel, onde drones 5G vão acompanhar em tempo real manobras de risco.

Nuno Fernandes Veiga
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 14 de Outubro de 2021 às 11:31
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A operadora Nos e a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) anunciam esta quinta-feira que Leixões é o primeiro porto do país a recorrer ao 5G. Em comunicado, as duas entidades avançam que o Porto de Leixões é "integralmente coberto com a quinta geração de redes móveis" da operadora, o que poderá "representar significativos incrementos em termos de competitividade, eficiência e segurança na gestão desta importante infraestrutura nacional." 


Desde 2019 que Matosinhos tem sido alvo de vários projetos com 5G. Neste caso, em Leixões o 5G será utilizado para permitir à APDL monitorizar em tempo real operações complexas no porto. 


"Com estes meios de monitorização remotos, tanto o centro de operações, como os pilotos dos navios podem acompanhar um conjunto de manobras de maior risco, aumentando simultaneamente a capacidade para realizar inspeções no local, com maior frequência, flexibilidade e segurança bem como permitir um apoio fundamental na gestão à resposta e mitigação em caso de incidentes", exemplifica o comunicado das duas entidades. Além da transmissão de imagens, estes drones também vão contar com sensores ambientais, de ruído e qualidade do ar, capazes de medir os impactos de cada operação em tempo real e diretamente no local.


"O 5G, enquanto peça fundamental daquilo que é a indústria 4.0, permite-nos definir o que é o futuro da competitividade das empresas nos mais diversos setores. Graças às soluções baseadas em 5G que estamos a implementar, o Porto de Leixões, uma das mais relevantes infraestruturas nacionais, poderá reforçar a sua posição competitiva, não apenas no contexto ibérico mas também europeu", indica Manuel Ramalho Eanes, administrador Executivo da Nos, citado em comunicado. 

 

Já Nuno Araújo, presidente do Conselho de Administração da APDL, afirma que a "tecnologia é provavelmente o fator de competitividade mais relevante para uma infraestrutura como a nossa." "Pretendemos levar a cabo as nossas operações da forma mais rápida possível, mais segura e com maior eficiência." Para este responsável, o recurso a tecnologias como o 5G é visto como "absolutamente crítico".  

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