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Padinha diz Vivo quer aumentar receitas manter liderança em 2004

O presidente da Vivo, maior operadora de telefonia móvel da América Latina e participada da Portugal Telecom sublinha que o investimento do grupo português de telecomunicações no Brasil «valeu a pena», adiantando que para este ano, as metas são crescer re

Bárbara Leite 09 de Março de 2004 às 19:46
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O presidente da Vivo, maior operadora de telefonia móvel da América Latina e participada da Portugal Telecom sublinha que o investimento do grupo português de telecomunicações no Brasil «valeu a pena», adiantando que para este ano, as metas são crescer receitas e manter liderança no sector.

«Sobre o ponto de vista operacional, o investimento da PT no Brasil valeu a pena. A Vivo é a maior operadora móvel da América Latina, com mais de 21,5 milhões de clientes e é a 12ª empresa maior operadora do mundo», destacou Francisco Padinha, presidente da operadora, à margem da visita de Durão Barroso, à Pinacoteca, em São Paulo.

A PT, segundo dados anunciados por Miguel Horta e Costa, presidente executivo da «holding», já investiu seis mil milhões de dólares (4,83 mil milhões de euros) no Brasil.

Para o presidente executivo da Vivo, a operadora «está sólida», sendo que para este ano, os objectivos serão os da continuação da estratégia do ano anterior, centrada «no crescimento operacional, em manter a liderança e continuar a inovar».

Ou seja, o grupo quer «continuar numa posição de liderança, com crescimento da receita e da modernidade», referiu a mesma fonte.

No final de 2003, a Vivo alcançou uma quota de mercado de mais de 45% do mercado móvel brasileiro, com cobertura de 86% da população brasileira. Padinha fez referência ao conjunto de 160 aplicativos multimédia que o grupo oferece no Brasil, destacando a inovação no segmento de transmissão de dados. Em 2003, cerca de 4% das receitas totais do grupo diziam respeito a transmissão de dados.

«Este é um número muito bom em todas as Américas», afirmou o mesmo responsável, rejeitando a indicação de qualquer estimativa para este ano. «Não dou guidance», disse.

À semelhança da Electricidade de Portugal, Padinha também destaca que a empresa está apostada neste mercado. «Mantemos essa estratégia de crescimento no Brasil. Quando se investe tem que perceber o mercado. O Brasil tem as suas particularidades, mas na área das telecomunicações é muito parecido com a Europa», referiu a mesma fonte. O ambiente regulatório é estável, sublinhou.

Vivo pode ficar com frequências para operar em Minas Gerais

A Vivo cobre quase todo o território brasileiro, à excepção do Estado de Minas Gerais e do Nordeste. O presidente executivo da Vivo admitiu que o grupo andasse a estudar alternativas para entrar naquele Estado.

Padinha, em declarações aos jornalistas, afirmou que a operadora poderá ficar com as frequência livres deixadas pela maior operadora da região, a Telemig Celular, já que esta última vai passar a operar a tecnologia GSM, igual à da Europa.

A empresa está «atenta» a uma «solução possível em Minas Gerais», que poderá passar pela atribuição de frequências que ficarão livres deixadas pela Telemig Celular.

Com esta atribuição, a operadora poderia entrar naquele Estado sem ter que recorrer à aquisição de congéneres, poupando recursos.

No mercado bolsista brasileiro tem circulado que a operadora poderia comprar a Telemig Celular através da Telesp Celular Participações, cotada na Bolsa de São Paulo que adquiriu, recentemente, a operadora Tele Centro Oeste (TCO).

* correspondente no Brasil

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