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Pharol reduz perdas para 5,6 milhões em 2018

O resultado líquido da Pharol em 2018 foi negativo em 5,6 milhões de euros, valor justificado na quase totalidade pelos custos operacionais recorrentes.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 28 de Fevereiro de 2019 às 22:43
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Depois dos prejuízos de 806,5 milhões de euros em 2017, a Pharol terminou o ano de 2018 com uma perda de 5,6 milhões, que justiça na quase totalidade com os custos operacionais recorrentes.

Os custos operacionais recorrentes aumentaram 11% em comparação com o ano anterior, explicando-se esta evolução, essencialmente, pelo incremento dos custos jurídicos, na fase mais crítica do processo de recuperação judicial da operadora brasileira Oi, designadamente com advogados em Portugal e, no Brasil, também com arbitragem, sublinha em comunicado à CMVM a empresa liderada por Palha da Silva.

Por sua vez, os capitais próprios da Pharol diminuíram em 115,5 milhões de euros e terminaram o ano de 2018 nos 146,2 milhões de euros, essencialmente devido à desvalorização da participação na Oi no montante de 109,9 milhões de euros, resultado da queda da cotação da Oi em 66% e da desvalorização do real face ao euro em 11%; e a custos operacionais recorrentes no montante de 5,3 milhões de euros, salienta o documento.

Por outro lado, a somar à queda registada no valor da ação, estas operações tiveram como consequência a diluição da participação da Pharol, que se situava em 6,88% a 31 de dezembro de 2018, e que, caso o acordo a que a Pharol chegou com a Oi venha a ser homologado pelo juiz da recuperação judicial no Brasil, deverá vir a situar-se em 5,58%, acrescenta.

A posição de caixa e contas a receber líquida de responsabilidades associadas à dívida bruta, contas a pagar, acréscimos de custos e impostos a pagar representou 38 milhões de euros no final do ano passado, contra 18,8 milhões a 31 de dezembro de 2017.

Já o capital próprio ascendia a 146,3 milhões, em comparação com 261,8 milhões um ano antes, o que correspondeu a uma redução de 115,5 milhões de euros – refletindo essencialmente a perda no valor do investimento da Oi ao valor de mercado no montante de 120 milhões de euros, e os custos operacionais no montante de 5,3 milhões, tendo sido compensado parcialmente pelo ganho com a alienação de ações e de direitos de exercicio para o aumento de capital da Oi.


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