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Airbnb resiste em Lisboa. Mas pode mudar em breve

De acordo com o presidente da CML, Fernando Medina, existem atualmente 25.000 apartamentos registados como alojamentos locais, ou seja 8% do total da habitação disponível. A Bloomberg diz que o Airbnb está a resistir em Lisboa.

Negócios com Bloomberg 28 de Julho de 2020 às 15:24
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Apesar dos planos anunciados pela Câmara Municipal de Lisboa de tornar o alojamento local em casas de renda acessível, muitos dos proprietários com casas anunciadas na Airbnb ainda estão a resistir a esta mudança, diz a Bloomberg, que publica esta terça-feira uma reportagem sobre o assunto.

"Muitos proprietários de arrendamento de curta duração adiaram a decisão de mudar para arrendamento de longo-prazo porque estão à espera de que haja uma recuperação das reservas no verão", afirma o responsável da Associação do alojamento Local em Portugal (ALEP), Eduardo Miranda. "Isto ainda não aconteceu e muitos podem estar a considerar outras alternativas de momento, incluindo o programa de rendas seguras em Lisboa.
Uma das razões para esta resistência dos proprietários em mudarem a duração dos períodos de arrendamento são as taxas altas de transferência de uma modalidade para a outra.

Agora, o plano da autarquia é pagar até três anos de rendas para que os proprietários aceitem passar os respetivos alojamentos para arrendamento a longo-prazo. Assim, os donos das casas ganham até 1.000 euros por mês por um apartamento de quatro quartos no centro, e um extra se deixarem mobília, tornando as rendas isentas de impostos.

De acordo com o presidente da CML, Fernando Medina, existem atualmente 25.000 apartamentos registados como alojamentos locais, ou seja 8% do total da habitação disponível. Contudo, em alguns locais históricos, este tipo de arrendamento pesa mais de 20% do total, o que já ditou que a CML suspendesse as licenças emitidas para algumas áreas.

Os preços das casas em Lisboa dispararam 64% no primeiro trimestre do ano em comparação com 2017, ultrapassando o crescimento dos salários, apesar de a pandemia ter arrefecido o mercado. As rendas caíram 6,9% no primeiro trimestre, o maior recuo desde que a Confidencial Imobiliário recolhe estes dados – isto é, desde 2010 – e os preços das casas devem descer 2,5%, de acordo com a S&P Global Ratings.

Apesar das medidas que estão a ser pensadas, a autarquia reconhece os benefícios que este mercado trouxe à cidade. Não só permitiu dinamizar o turismo, com mais espaços disponíveis, como foi importante na reabilitação da cidade.

Antes de se abrirem as portas aos vistos Gold em 2011, cerca de 12.000 edifícios encontravam-se em más condições ou em ruínas. Este ano, o primeiro-ministro, António Costa, já anunciou que os vistos dourados vão acabar em Lisboa e no Porto, de forma a combater a especulação imobiliária.

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