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Mapa: Preços das casas atingem recorde antes da pandemia. E no seu concelho?

Veja a evolução dos preços das casas nos últimos trimestres em todos os concelhos do país.

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(clique no mapa em cima para ver os preços a que as casas foram vendidas em cada concelho no primeiro trimestre deste ano e nos períodos anteriores)

O valor mediano das casas vendidas em Portugal no primeiro trimestre deste ano fixou-se em 1.117 euros por metro quadrado, o mais elevado desde que esta série estatística foi iniciada, no início de 2016. 

Segundo os dados anunciados esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística, este valor representa uma subida de 3,3% em relação ao último trimestre de 2019 e um crescimento de 10,5% face ao primeiro trimestre do ano passado, evoluções que, em ambos os casos, são as mais expressivas desde que há registo.

Assim, verifica-se uma aceleração dos preços há três trimestres consecutivos, desde o terceiro trimestre de 2019. Isto depois de, em 2018 e na primeira metade do ano passado, ter sido registado um abrandamento das subidas.

Os aumentos mais expressivos verificam-se no interior do país, mas Lisboa mantém-se como a cidade mais cara de Portugal para comprar casa e, apesar de se registar um abrandamento das subidas de preços no arranque deste ano, a discrepância entre os valores da capital e do resto do país continua acentuada. 

O valor mediano de venda das casas no município de Lisboa fixou-se em 3.333 euros por metro quadrado no primeiro trimestre do ano, o que representa uma subida de 7,1% em relação a igual período do ano passado.

No pólo oposto está Barrancos, com o preço mediano mais baixo do país: 116 euros por metro quadrado. Há mais três concelhos com preços abaixo de 200 euros por metro quadrado: Crato, Figueira Castelo Rodrigo e Freixo de Espada a Cinta. 

Depois de Lisboa, os preços mais elevados encontram-se em Cascais e Oeiras, sendo que no Algarve está o outro município com valores acima de 2 mil euros por metro quadrado: Loulé. 

No Porto, os preços das casas são mais próximos da mediana nacional, mas as subidas são mais acentuadas. No primeiro trimestre, o valor mediano das casas cresceu 11,4%, fixando-se em 1.873 euros por metro quadrado.

Preços travam após confinamento

O INE ressalva que, tendo em conta que os dados em análise são relativos ao primeiro trimestre, altura em que só por cerca de duas semanas já tinha sido decretado o estado de emergência e imposto o confinamento, estes não traduzem ainda o impacto da pandemia no mercado habitacional. Dessa forma, poderão "distanciar-se das condições e tendências mais atuais do mercado". Isso mesmo mostram já os números levantados por algumas imobiliárias.

O mais recente inquérito da Confidencial Imobiliário, relativo a maio, dá conta de uma "clara redução de atividade" no imobiliário, mas aponta que essa não se refletiu numa descida dos preços. Há, por outro lado, uma travagem nas subidas. "As variações mensais nos últimos três meses desaceleram a trajetória de valorização sentida ao longo de 2019 e início de 2020", indica o inquérito.

Mesmo assim, as expectativas são positivas: "O mercado está a resistir à estratégia de redução de preço em reação à quebra nas vendas, pois existe uma forte convicção de que os níveis de preços praticados no mercado têm uma forte probabilidade de virem a ser observados novamente após o fim da crise pandémica."

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